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Série - Os Sacramentos - Unção dos Enfermos

Série - Os Sacramentos - Unção dos Enfermos

“Algum de vós está doente? Chame os presbíteros da Igreja, para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o aliviará. E, se tiver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.” (Tg 5, 14-15)

Antigamente era chamado de Extrema-Unção, termo que foi modificado por ser um sacramento da cura e não uma encomendação de morte, a Unção dos Enfermos tem um valor fundamental na vida cristã, seja ela no dia-a-dia ou no momento crucial de nossa passagem por esta terra – a hora da morte!

 “A doença e o sofrimento estiveram sempre entre os problemas mais graves que afligem a vida humana. Na doença, o homem experimenta a sua incapacidade, os seus limites, a sua finitude. Qualquer enfermidade pode fazer-nos entrever a morte.” (Cat. II parte, Art.5, Cap. 2,§1500).

A doença, que nos faz nos sentir incapaz é também aquela que nos mostra o quão frágeis somos e o quanto nós precisamos de Deus e de sua graça.

Ela nos amadurece, para caminharmos um caminho mais perfeito junto a Cristo e sua Igreja. Vejamos pelas histórias dos santos, que tiveram suas vidas de frivolidades interrompidas pelas doenças, muitas delas até mesmo graves, como nos casos de São Francisco de Assis, Santo Inácio de Loyola, São Camilo de Lelis e tantos outros.

O Senhor Jesus Cristo, sendo o Médico dos médicos (Ex 15, 26) quer que saibamos como viver com esta nossa incapacidade de sofrer e quer nos curar, seja na alma ou até mesmo no corpo.

Certa vez Nosso Senhor se comparou ao um doente que não foi visitado (Mt 25, 36),mostrando assim compaixão para com eles. E todo o esforça para sanar a dor e o sofrimento vem da vontade de ajudar o próprio Cristo, pobre e sofredor. Por isso, graças a Igreja Católica, temos muitas ordens, conventos, lares, hospitais, etc. com este objetivo: cuidar das feridas dos que precisam, pois assim cuidamos do próprio Cristo! “Tomou sobre Si as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças” (Mt 8, 17)

“Eles pregavam que se arrependessem. E expulsavam muitos demônios, e ungiam muitos enfermos com óleo, e os curavam.” (Mc 6,12-13).

O próprio Jesus, quando enviou os discípulos para pregar o Evangelho deu também a ordem de curar os enfermos, de dar alento aos que sofrem.

Por isso este é um sacramento ministrado primeira e principalmente pelo ministro ordenado, como nos ensina a Igreja:Só os sacerdotes (bispos e presbíteros) são ministros da Unção dos Enfermos. É dever dos pastores instruir os fiéis acerca dos benefícios deste sacramento. Que os fiéis animem os enfermos chamarem o sacerdote para receberem este sacramento. E que os doentes se preparem para o receber com boas disposições, com a ajuda do seu pastor e de toda a comunidade eclesial, convidada a rodear, de um modo muito especial, os doentes, com as suas orações e atenções fraternas.”(Cat. II parte, Art.5, Cap 2 §1516.)

A Unção dos Enfermos não é um sacramento para quem está prestes a morrer e sim para aquele que sente, seja na no momento atual por doença ou na velhice, o perigo de morte.

“Se um doente que recebeu a Unção recupera a saúde, pode, em caso de nova enfermidade grave, receber outra vez este sacramento. No decurso da mesma doença, este sacramento pode ser repetido se o mal se agrava. É conveniente receber a Unção dos Enfermos antes duma operação cirúrgica importante. E o mesmo se diga a respeito das pessoas de idade, cuja fragilidade se acentua.” (Cat. II parte, Art.5, Cap. 2 §1515).

Este Sacramento ele pode ser celebrado seja no seio familiar, em um hospital, ou na igreja, somente para um doente ou em grupos.

São quatro os efeitos deste sacramento, a saber:

  • Dom particular do Espírito Santo, onde a pessoa encontra a paz e reconforto espiritual diante de sua fragilidade e sofrimento;

  •  União à paixão de Cristo, onde o sofrimento (que herança do pecado original) dá lugar agora à participação da obra salvífica de Cristo mediante a sua Paixão.

  • Graça eclesial, celebrando este sacramento, a Igreja, na comunhão dos santos, intercede pelo bem do doente. E o doente, por seu lado, pela graça deste sacramento, contribui para a santificação da Igreja e para o bem de todos os homens, pelos quais a Igreja sofre e se oferece, por Cristo, a Deus Pai.

  • Preparação para a última passagem, a Unção dos Enfermos completa a nossa conformação com a morte e ressurreição de Cristo, tal como o Batismo a tinha começado. Leva à perfeição as unções santas que marcam toda a vida cristã: a do Batismo selara em nós a vida nova: a da Confirmação robustecera-nos para o combate desta vida; esta última unção mune o fim da nossa vida terrena como que de um sólido escudo em vista das últimas batalhas, antes da entrada na Casa do Pai, chamado assim de “sacramentum exeuntium” (sacramento dos que partem).

É muito conveniente que seja celebrado com a Eucaristia, por ser o Sacramento da Páscoa do Senhor, deveria ser o último que receberíamos nesta peregrinação terrestre, chamado de Viático, a passagem para a vida eterna. “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna: e Eu ressuscitá-lo‑ei no último dia”(Jo 6, 54).

Juntamente com o Sacramento da Penitencia, a Unção dos Enfermos e a Eucaristia (Viático) são os “sacramentos que preparam a entrada na Pátria” onde terminaremos a nossa peregrinação nesta terra.

 

Fonte: Catecismo da Igreja Católica - II Parte (A Celebração do Mistério Cristão/Segunda Seção/ Os Sete Sacramentos da Igreja.)

 

Por Leonardo de Souza

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