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Série - Os Sacramentos - Batismo

Série - Os Sacramentos - Batismo

- “E [Naaman] mergulhou [...] sete vezes no Jordão. Não foi sem razão que Naaman, já velho e leproso, foi purificado ao ser batizado, mas para nos indicar que, como leprosos no pecado, somos limpos de nossas transgressões mediante a água sagrada e a invocação do Senhor, sendo espiritualmente regenerados como crianças recém-nascidas, mesmo quando o Senhor já declarou: 'Aquele que não nascer de novo da água e do espírito, não entrará no reino dos céus'” (S. Policarpo – Fragmento 34)

“Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” (Mt 28, 19)

“Uma mulher, chamada Lídia, da cidade dos tiatirenos, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava. O Senhor abriu-lhe o coração, para atender às coisas que Paulo dizia.Foi batizada juntamente com a sua família e fez-nos este pedido: Se julgais que tenho fé no Senhor, entrai em minha casa e ficai comigo. E obrigou-nos a isso.” At 16,14s

Prefigurado no Antigo Testamento conforme nos ensina S. Irineu, confirmado e ordenado por Nosso Senhor Jesus Cristo segundo relato de São Mateus e, praticado desde os apóstolos, o Batismo está na economia da Salvação como o Sacramento que nos insere na Vida da Graça em Cristo Jesus. Pelo Baptismo somos libertos do pecado e regenerados como filhos de Deus: tornamo-nos membros de Cristo e somos incorporados na Igreja e tornados participantes na sua missão (CIC 1214, cf. Conc. de Florença).

Antes de mergulhar-se no mistério do Batismo e seus efeitos, é necessário, entretanto, entender a relação entre os sacramentos e a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo como nos ensina Santo Tomas de Aquino: “É evidente que Cristo nos libertou dos pecados, sobretudo por sua Paixão, não só devido à eficácia e méritos da mesma, mas também a seu valor expiatório. Do mesmo modo, também por sua Paixão iniciou o sistema ritual da Religião cristã, oferecendo-Se a Si mesmo a Deus como ‘oblação e vítima', como está na Carta aos Efésios. É, pois, evidente que a força dos Sacramentos da Igreja provém especialmente da Paixão de Cristo; a recepção dos Sacramentos, por sua vez, como que nos põe em comunicação com a força da Paixão de Cristo. Como sinal dessa conexão, do lado de Cristo pendente na Cruz fluíram água e sangue: a água se refere ao Batismo, o sangue à Eucaristia, que são os principais Sacramentos (Suma Teológica, III, q. 62, a. 5, resp.)

Sabemos que em Adão – pela unidade do gênero humano  - todos pecamos e pelo pecado a morte entrou em nossa alma. Através de Eva, que foi criada do lado do homem, o fruto da árvore proibida foi dado a Adão. O qual pelo desejo de ser como Deus, desobedece a ordem divina e peca.  Como nos ensina S. Paulo “Como por meio de um só homem o pecado entrou no mundo e, pelo pecado, a morte, assim a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram. Pela desobediência de um só homem, todos se tornaram pecadores”(Rm 5,12.19).

Entretanto por meio do Novo Adão, Nosso Senhor Jesus Cristo, a vida foi nos dada novamente. Através da Santa Igreja, nascida do lado aberto do filho do Homem, é nos dada a água que purifica-nos do Pecado do Original e o Alimento da Árvore da Vida (a Cruz) que é o próprio Cristo. “Assim como da falta de um só resultou a condenação de todos os homens, do mesmo modo, da obra de justiça de um só (a de Cristo), resultou para todos os homens justificarão que traz a vida”(Rm 5,18).

Concluímos então que o fundamento e origem de todos os Sacramentos é a Paixão de Cristo, na qual nasce a Igreja, nascimento este evidenciado no Sangue e Água, sinais do Batismo e Eucaristia, que jorraram do lado aberto de Jesus.

A partir da compreensão desta realidade podemos discorrer sobre alguns aspectos do Batismo.

1. Efeitos do Batismo.

 1.1– Infunde a graça santificante, com o matiz especial de graça regenerativa, que é a própria do batizado, tornando- o capaz para a recepção dos demais Sacramentos. É apagada a culpa original. o debitum peccati que nossos primeiros pais nos legaram fica “liquidado” por Cristo, embora permaneçam as consequências da queda original: “O Batismo, ao conferir a vida da graça de Cristo, apaga o pecado original e reorienta o homem para Deus, mas as consequências para a natureza, enfraquecida e inclinada para o mal, persistem no homem e convidam-no ao combate espiritual.” (CIC §405)

A infusão da graça santificante pelo Batismo promove-nos o renascimento como filhos de Deus, ou seja, nos confere a Filiação Divina. Ora, Deus tem apenas um filho segundo a Sua natureza, que é o Verbo Encarnado. Só a Ele o Pai transfere eternamente a natureza divina em toda a sua infinita plenitude. Porém, o Batismo - confere aos neófitos uma participação real e verdadeira nessa filiação “por uma adoção intrínseca, a qual põe em nossa alma, física e formalmente, uma realidade absolutamente divina, que faz circular o próprio sangue de Deus nas veias de nossa alma.” “Tudo o que se passou com Cristo dá-nos a conhecer que, depois do banho de água, o Espírito Santo desce sobre nós do alto dos céus e, adoptados pela voz do Pai, tornamo-nos filhos de Deus” (Sto Hilário, In Ev. Matthaei 2,6 – cf. CIC§537) e como filhos também nos tornamos coerdeiros

1.2 – A partir do Batismo tornamo-nos templos vivos da Santíssima Trindade, pela divina inabitação em todas as almas em estado de graça: “Pela graça do Baptismo ‘em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo’, (Mt 28, 19), somos chamados a participar na vida da Trindade bem-aventurada; para já, na obscuridade da fé, e depois da morte na luz eterna.” (CIC § 265).

1.3 – Infunde  em nós o germe de todas as virtudes infusas e os dons do Espírito Santo conforme nos ensina o Catecismo:  “A Santíssima Trindade confere ao batizado a graça santificante, a graça da justificação, que

– o torna capaz de crer em Deus, esperar n'Ele e O amar, pelas virtudes teologais;

–  lhe dá o poder de viver e agir sob a moção do Espírito Santo e pelos dons do Espírito Santo;

– lhe permite crescer no bem, pelas virtudes morais. Assim, todo o organismo da vida sobrenatural do cristão tem a sua raiz no santo Batismo.”  (CIC §1266)

Portanto, movidos pelos dons do Espírito Santo e suas moções, e utilizando-se  da razão e formação cristã as virtudes teologais da Fé, Esperança e  Caridade deverão comandar toda nossa vida como cristãos e, vividas em grau heroico tornar-se-ão a prova da nossa santidade: o Batismo levado às últimas consequências.

1.4 – Tornamo-nos membros vivos de Jesus Cristo, como ramo da divina Videira – “Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (Jo 15,5) Pois pelo Batismo, nós que estávamos longe do verdadeiro alimento somos enxertados na Oliveira cuja a raiz é santa (cf. Rm 11,17).

1.5 – Imprime o caráter batismal, pelo qual nos tornamos membros vivos do Corpo Místico de Jesus Cristo, que é a Igreja: “O Batismo faz de nós membros do corpo de Cristo. ‘Desde então [...], somos nós membros uns dos outros.’ (Ef 4, 25). O Baptismo incorpora na Igreja. Das fontes batismais nasce o único povo de Deus da Nova Aliança, que ultrapassa todos os limites naturais ou humanos das nações, das culturas, das raças e dos sexos: ‘Por isso é que todos nós fomos batizados num só Espírito, para formarmos um só corpo’ (1 Cor 12, 13)”(CIC §1267).

Membros do Corpo Mísitico de Cristo passamos a participar do sacerdócio de Jesus (embora de forma incompleta, aperfeiçoada com o Sacramento da Confirmação e completa no Sacramento da Ordem) da sua missão régia e profética. O caráter que nos é impresso no batismo nos dá uma tríplice obrigação como cristãos que nos tornamos:

- Consagrar nossa vida e a do mundo para Cristo pois, com o Batismo passamos a ser ‘raça eleita, sacerdócio de reis, nação santa, povo que Deus tornou seu, para anunciar os louvores d'Aquele que os chamou das trevas à sua luz admirável (1Pe 2, 9). O Batismo confere a participação no sacerdócio comum dos fiéis.(CIC §1268)

- Igualar-se ao Rei dos reis no serviço à Igreja e seus filhos já que: “Feito membro da Igreja, o batizado já não se pertence a si próprio mas Aquele que morreu e ressuscitou por nós. A partir daí, é chamado a submeter-se aos outros , a servi-los na comunhão da Igreja, a ser «obediente e dócil» aos chefes da Igreja e a considerá-los com respeito e afeição.”  (CIC §1269)

- Anunciar a Boa Nova e a vontade de Deus, denunciando o que ou quem a ela se opõe visto que: “Os batizados, ‘regenerados [pelo Baptismo] para serem filhos de Deus, devem confessar diante dos homens a fé que de Deus receberam por meio da Igreja’ e participar na actividade apostólica e missionária do povo de Deus” (CIC §1270).

1.6 – O Batismo apaga todos os pecados atuais, antes cometidos; esses pecados não são apenas cobertos, mas apagados de fato, e de forma definitiva. Tal Doutrina foi definida nos Concílios de Tentro e Florença e, ratificado no Catecismo conforme o parágrafo 977: “Nosso Senhor ligou o perdão dos pecados à fé e ao Batismo: ‘Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda criatura. Aquele que crer e for batizado será salvo’ (Mc 16,15.16). O Batismo é o primeiro e principal sacramento do perdão dos pecados, porque nos une a Cristo morto por nossos pecados, ressuscitado para nossa justificação, para que "também vivamos vida nova" (Rm 6,4).”

1.7 – Não somente o pecado, mas a pena  devida pelos pecados é  também perdoada, o Magistério da Igreja afirmou isso no Concílio de Florença, ensinando que se um pecador receber o batismo no momento da morte, ingressa direto no céu sem necessidade de purificação no purgatório. Portanto pelo batismo não nos resta nada a apagar, nem pecado original, nem pecados que cometemos por nossa própria vontade, sejam as penas relacionadas a estes (cf CIC §978).

 2. Batismo e Salvação

Inseridos que estamos em uma sociedade relativista afirmar verdades de fé torna-se uma urgência e uma em nossa caminhada de batizados. Faz-se mister então dizer categoricamente que o Batismo é o único sacramento indispensável para salvação.

Jesus é explícito quanto a isso: “Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus.” (Jo 3,5), para tanto ordena aos seus discípulos que anunciem o Evangelho e batizem.

A Santa Igreja seguindo os ensinamentos de Cristo afirma que o “Batismo é necessário, para a salvação, para aqueles aos quais o Evangelho foi anunciado e que tiveram a possibilidade de pedir este sacramento. A Igreja não conhece outro meio senão o Batismo para garantir a entrada na bem-aventurança eterna”. Visto que dos efeitos do Batismo tem-se justamente a graça santificante que nos reabre a possibilidade do convívio com Deus e o direito a herança que é a bem-aventurança eterna em Deus, a necessidade do Batismo é uma consequência lógica para salvação.

2.1 – No que diz respeito aos que morrem sem ter recebido o sacramento, brevemente pode-se dizer:

- Aos que morreram em razão da fé, receberam o Batismo de Sangue, morrendo por  e com Cristo, lhes é garantida a Salvação

- Aos catecúmenos que morreram lhes é garantida a salvação pelo seu desejo explícito de receber o batismo, em união ao arrependimento sincero de seus pecados e caridade.

- Aos que morreram sem ter conhecido o Evangelho de Cristo, podem ser salvos pela procura da verdade e prática da vontade de Deus segundo seu conhecimento.

- “às crianças mortas sem Batismo, a Igreja só pode confiá-las à misericórdia de Deus, como o faz no rito das exéquias por elas. Com efeito, a grande misericórdia de Deus, "que quer que todos os homens se salvem" (1Tm 2,4), e a ternura de Jesus para com as crianças, que o levou a dizer: "Deixai as crianças virem a mim, não as impeçais" (Mc 10,14), nos permitem esperar que haja um caminho de salvação para as crianças mortas sem Batismo. Eis por que é tão premente o apelo da Igreja de não impedir as crianças de virem a Cristo pelo dom do santo Batismo.”

Por fim, deve-se entender que embora Deus tenha vinculado a salvação ao Batismo, Ele não está vinculado aos sacramentos, e que, portanto  o Espírito Santo oferece a todos, de forma conhecidas somente por Deus e inimagináveis aos homens, maneiras de associarem-se ao Mistério Pascal.

3. Batismo de Crianças

O Batismo ministrado a crianças pode ser fundamentado sob diversos aspectos e dessa forma sanar uma dúvida sempre presente entre os não-católicos e também entre os filhos da Igreja.

Encontra-se desde os tempos mais remotos relatos e orientações acerca do batismo infantil ou de neonatais. Não é encontrado em nenhum dos Padres nenhum escrito que renegue o Batismo às crianças ou restrinja o sacramento para alguma idade, pelo contrário já no século II Santo Irineu afirmava: “Porque veio salvar a todos. E digo 'todos', isto é, àqueles tantos que por Ele renascem para Deus, sejam recém-nascidos, crianças, adolescentes, jovens ou adultos” (Contra as Heresias) . Corroboram esta doutrina, Orígenes (sec. III), que dentre inúmeros textos  destaca-se: “A Igreja recebeu dos Apóstolos o costume de administrar o batismo inclusive às crianças, pois aqueles a quem foram confiados os segredos dos mistérios divinos sabiam muito bem que todos carregam a mancha do pecado original que deve ser lavada pela água e pelo espírito” (In. Rom. Com. 5,9: EH 249); Santo Hipólito (séc. III):“Ao cantar o galo, se começará a rezar sobre a água, seja a água que flui da fonte, seja a que flui do alto. Assim se fará, salvo em caso de necessidade. Portanto, se houver uma necessidade permanente e urgente, se empregará a água que se encontrar. Se desnudarão e se batizarão primeiro as crianças. Todas as que puderem falar por si mesmas, que falem; quanto às que não puderem, falem por elas os seus pais ou alguém da sua família. Se batizarão em seguida os homens e, finalmente, as mulheres...”.

São diversos relatos e escritos dos primeiros séculos da Igreja ratificando esta prática da Igreja, tal tradição chegou até aos nossos dias sendo confirmada pelo magistério da Igreja no Catecismo da Igreja: “Por nascerem com uma natureza humana decaída e manchada pelo pecado original, também as crianças precisam do novo nascimento no Batismo, a fim de serem libertadas do poder das trevas e serem transferidas para o domínio da liberdade dos filhos de Deus, para a qual todos os homens são chamados. A gratuidade pura da graça da salvação é particularmente manifesta no Batismo das crianças.”

Reforça a necessidade do Batismo de crianças a própria Sagrada Escritura já que o próprio Senhor define este sacramento da Nova Aliança como condição para salvação, “Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus.” (Jo 3,5)”. ora como negar então o que é essencial para salvar-se a quem quer seja ?

Entretanto, se o questionamento acerca do Batismo infantil vir através da seguinte passagem: "Quem crer e for batizado será salvo, quem não crer será condenado" (Mc 16,16) portanto neonatais não podem crer e consequentemente não deve ser batizados” então poder-se-ia perguntar: “Então todas as crianças até a idade da razão que morrerem estarão condenadas?”. Certamente que não, pois o próprio Senhor pede: “Deixai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham.” (Mt 19,14).

O fato é que em nenhum momento na Sagrada Escritura proíbe esta prática, pelo contrário indica que famílias inteiras eram batizadas : “Uma mulher, chamada Lídia, da cidade dos tiatirenos, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava. O Senhor abriu-lhe o coração, para atender às coisas que Paulo dizia.

 Foi batizada juntamente com a sua família. (At 16,14-15a)

Então, naquela mesma hora da noite, ele[o carcereiro] cuidou deles [Paulo e Silas]e lavou-lhes as chagas. Imediatamente foi batizado, ele e toda a sua família. (At 16,33). Não há dúvidas que em uma família inteira certamente haveria ao menos uma criança, o que nos leva a constatar logicamente que desde os apóstolos o batismo era ministrado a todas as idades, conforme ordenou o próprio Senhor: "Ide, pois ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo".(Mt 28,19).

Não se espera que uma criança comece a falar para pedir ou discernir que precisa de alimento, não cabível esperar, portanto que uma criança chegue a idade da razão para escolher que quer ser salva ou ainda, que precisa ter a culpa do pecado original apagada - já que todos pecaram e estão destituídos da graça e, necessitam do batismo para receber a graça regenerativa.  Soma-se a esta necessidade fundamental o fato das crianças, ainda sem o uso da razão, estarem em uma condição na qual não criam qualquer obstáculo à graça, e assim possuírem as melhores condições para recepção do Sacramento.

Por fim, das diversas prefigurações deste sacramento da Nova Aliança encontramos a Circuncisão da Antiga Lei, que era exigida por Deus que fosse realizada oito dias após o nascimento da criança afim de que esta fosse reconhecida como membro do seu povo, muito mais então o Batismo, a circuncisão da Nova Aliança, deve ser ministrado às crianças pois concede mais que a pertença a um povo, a filiação divina e participação do Corpo Místico de Cristo.

4. Diferenças entre o batismo de João e o Sacramento do Batismo.

É fundamental distinguir estes dois batismos a fim de compreender por completo a necessidade do Sacramento para salvação pois os dois possuem finalidades bem diferentes.

O batismo que João realizava no Jordão simbolizava e convidava à conversão pessoal  e penitência em preparação para vinda do Filho de Deus: “Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judéia. Dizia ele: Fazei penitência porque está próximo o Reino dos céus.

Pessoas de Jerusalém, de toda a Judéia e de toda a circunvizinhança do Jordão vinham a ele. Confessavam seus pecados e eram batizados por ele nas águas do Jordão. Eu vos batizo com água, em sinal de penitência, mas aquele que virá depois de mim é mais poderoso do que eu e nem sou digno de carregar seus calçados. (Mt 3,1-2.5-6.11)

Diferentemente, o Sacramento do Batismo, tendo origem no Mistério Pascal, age apagando os pecados de quem o recebe - pecado original os pecados cometidos por vontade própria  e suas penas como já dito anteriormente. Enquanto este batismo regenera espiritualmente e é verdadeiro instrumento de perdão, aquele é um simples rito, claramente simbólico.

 5. Validade do Batismo

Para que o Batismo seja válido são necessários alguns requisitos

- a fórmula utilizada deve ser aquela exigida pelo próprio Senhor Jesus que consiste na profissão da fé na Santíssima Trindade.

- a matéria utilizada deve ser a água

- a reta intenção de quem ministra e de quem recebe o sacramento.

É fato que a Santa igreja aceita o batismo conferido em algumas seitas, para isso é necessário que estes requisitos sejam requisitos  sejam cumpridos, logo não cabe o rebatismo àqueles que receberam nas denominações que tem o seu batismo validado pela Igreja. As aceitas, as que devem ser avaliadas com cautelas, as que são rejeitadas encontram-se na nota do Cânon 869.

6. Quem pode ser batizado e algumas exigências

O Código de Direito Canônico afirma: “É capaz de receber o batismo toda pessoa ainda não batizada, e somente ela.” (Cân. 864 ).

Neste tempo no qual os sacramentos, infelizmente, são encarados por grande parte dos fiéis como um ato social, e portanto esvaziados do Mistério e Sacralidade que os cabem , é importante dispensar algumas linhas para salientar algumas condições  para o primeiro Sacramento que o cristão recebe.

Embora em muitas paróquias tenha se instituído ministros de batismo deve-se lembrar que somente em casos especiais e urgentes o ministro do Batismo pode ser alguém que não o Bispo, presbítero ou diácono. (cf. CDC, Can. 861).

Ao mesmo tempo, não por ato social, a Igreja ensina que os pais tem a obrigação de cuidar que seus filhos sejam batizados nos primeiros dias de vida, visto toda a graça santificante e regeneradora que provém do batismo. Aos pais ainda cabe o dever de educar seus filhos na fé católica, com o risco de adiamento do batismo na falta de certeza desta educação.

Obviamente o  consentimento dos pais é também necessário exceto em risco de morte da criança.

Ao adulto que deseja receber o batismo é necessário confirmar a sua suficiente instrução na fé além do conhecimento de suas obrigações  de vida cristã além da prova de sua decisão de abraçar a fé católica através de sua própria vida.

Por fim não poderia deixar de se falar dos padrinhos, que ao longo do tempo perderam o seu verdadeiro função que consiste em  ajudar o batizado a viver uma vida de acordo com o batismo e a cumprir fielmente as obrigações própria da vida cristã.

Entretanto unido a este esvaziamento da missão dos padrinhos está a falta de comprometimento dos próprios pais de os escolherem coerentemente. Interessante notar que na maior parte dos casos as escolha, não é observado a necessidade de que o padrinho já tenha recebido o Santíssimo Sacramento e leve uma vida de acordo com a Fé Católica e a missão que assumirá. Ora, então não se pode e não será aceito alguém que não creia na Santa Igreja, que não creia em Cristo, que viva uma vida sem qualquer compromisso com Deus e seus mandamentos, que esteja fora da comunhão da Igreja; simplesmente porque não pode um cego guiar outro, pois ambos cairão.

Deve o Sacramento do Batismo, que abre as portas para todos os outros Sacramentos, ser encarado com todo o respeito, todo temor, toda admiração que lhe é devido, pois por ele nascemos de novo, renascemos como filhos de Deus.

 

Por Wellington Vieira


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