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O Culto as Imagens Sagradas

O Culto as Imagens Sagradas

“O que a Bíblia é para os que sabem ler, a imagem o é para os iletrados” (São João Damasceno)

Comumente nós católicos somos acusados de idólatras entre outras milhares de acusações que são feitas diariamente a esposa do cordeiro, a Igreja Católica. Esta prática protestante se deve justamente pelo livre exame das Escrituras, ou seja, uma interpretação sem contextualizar o escrito e fraudando também as escrituras que diversas vezes foi se pedido uma “imagem”.

 

Vamos nesta catequese demonstrar o que a Tradição, as Escrituras e o Magistério ensinam sobre as Imagens Sacras e colocar abaixo todas as teorias fantasiosas protestantes!

Nas Escrituras quando vemos a proibição das imagens, não podemos  esquecer que se trata da imagem de ÍDOLOS, ou seja, deuses falsos que substituíam o Deus Único e Verdadeiro, que nenhum homem até então tinha visto a sua face.

 

O ídolo é aquilo que: Substitui o único e verdadeiro Deus; são lhe atribuídos poderes exclusivamente divinos e são lhe oferecidos sacrifícios devidos ao verdadeiro Deus.

Existe uma diferença muito grande no culto á Deus e aos santos, á Deus nos damos culto de Latría (adoração) e aos Santos o culto de Dúlia (veneração) e é comum o homem dar a outro homem uma certa veneração, a um bom escritor, um bom esportista, um bom professor etc etc, prestamos uma homenagem, mas nunca uma adoração.

As Escrituras em diversas passagens condenam a idolatria dos povos pagãos e ao mesmo tempo pede para que se utilizasse de “imagens” para o culto, a adoração e decoração do Templo, seria por acaso Deus bipolar? Ora condena ora exige?

 

Então Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança... E Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus ele o criou; e os criou homem e mulher. (Gen 1, 26-27)

Logo, no inicio das sagradas escrituras temos uma chave de leitura, muito importante, somos imagens de Deus. Criados por Ele para sermos semelhantes á Ele, submissos a sua vontade e dominarmos a criação.

No velho testamento por diversas vezes vemos o uso da imagem na catequese do povo, sempre para demonstrar ao povo, que somos seres transcendentes que existe algo maior, que nos criou e nos conduz.

“Nada está na mente que não tenha passado pelos sentidos.” (Aristoteles)

Vamos entender que no Antigo Testamento o povo não tinha contemplado a Deus, fato este que vai ocorrer somente com a Encarnação do Verbo e veremos a Imagem de Deus feito homem, ou seja, Deus tem um rosto, como o nosso isso nos é revelado em Cristo Jesus. “Ele é a imagem do Deus invisível, o Primogênito, anterior a qualquer criatura.” (Cl 1,15) “Aqueles que Deus antecipadamente conheceu, também os predestinou a serem conformes à imagem do seu filho, para que este seja o primogênito entre muitos irmãos.” (Rm 8, 29)

Mas agora vejamos algumas passagens biblicas do Antigo Testamento que parecem terem sido esquecidas pelos protestantes!

 

O que nos diz o Antigo Testamento?

O Antigo Testamento proibe o uso de imagens “de ídolos”, pois o povo judeu vivia cercado de nações idólatras. E não simplesmente imagens.

“Faça também uma placa de ouro puro, com cento e vinte e cinco centímetros de comprimento, por setenta e cinco de largura. Nas duas extremidades da placa, faça dois querubins de ouro batido: cada um sairá de um extremo da placa e a cobrirão com as asas estendidas para cima. Estarão diante um do outro, olhando para o centro da placa.” (Ex 25, 17-20) Deus ordena que duas IMAGENS de Querubins sejam postas em cima da Arca da Aliança, assim com em Gn 3, 24, colocou dois Querubins ás portas do paraiso, como sinal da guarda do Sagrado. Alguém teria coragem de dizer que Deus, exigiu a idolatria? Visto que o povo se prostrava diante da Arca e em cima dele tinham IMAGENS.

No livro de Números vemos o pecado do povo em relação a guarda do maná e este se torna serpentes que matam o povo e Deus ordena mais uma vez a confecção de uma Imagem. “O povo disse a Moisés: "Pecamos, falando contra Javé e contra você. Suplique a Javé que afaste de nós estas serpentes". Moisés suplicou a Javé pelo povo. E Javé lhe respondeu: "Faça uma serpente venenosa e coloque-a sobre um poste: quem for mordido e olhar para ela, ficará curado". Então Moisés fez uma serpente de bronze e a colocou no alto de um poste. Quando alguém era mordido por uma serpente, olhava para a serpente de bronze e ficava curado.” (Nm 21,8-9). Por incrivel que pareça este simbolo de uma serpente enrolada em uma haste, significava na antiguidade o Deus que cura, tanto que ainda hoje é considerado como simbolo da medicina. E Jesus vai confirmar isso: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem, para que todo homem que nele crer tenha a vida eterna.”(Jo 3, 14-15)
“E, quando eu for levantado da terra, atrairei todos a mim.” (Jo 12, 32)

“Efetivamente, quando o cruel furor dos animais os atingiu também, e quando pereceram com a mordedura de sinuosas serpentes, vossa cólera não durou até o fim. Foram por pouco tempo atormentados, para sua correção: eles possuíram um sinal de salvação que lhes lembrava o preceito de vossa lei. E quem se voltava para ele era salvo, não em vista do objeto que olhava, mas por vós, Senhor, que sois o salvador de todos. Com isso mostráveis a vossos inimigos, que sois vós que livrais de todo o mal.” (Sb 16, 5-8)


A imagem transcede seu significado, o simbolo de cura que a serpente numa haste representava é realmente contemplado e realizado em Cristo, pendurado no madeiro da cruz, como verdadeira cura e salvação. E Jesus não recrimina, pelo contrário, advoga em relação aquilo que a imagem representa.

Deus inspira homens a arte de construir e adornar seu santuário e seu culto, para que a contemplação da beleza visível, manifeste sua glória invisivél aos homens: Javé falou a Moisés:"Escolhi pessoalmente Beseleel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, e o enchi de dotes sobre-humanos e de sabedoria, de destreza e habilidade em seu ofício, capaz de fazer projetos e de lavrar ouro, prata e bronze, de lapidar e engastar pedras, entalhar madeira e realizar todo tipo de trabalho. Eu dou a ele, como ajudante, Ooliab, filho de Aquisamec, da tribo de Dã. A todos os artesãos dei habilidade, para que realizem tudo o que ordenei a você: a tenda da reunião, a arca da aliança, a placa que está sobre ela e toda a mobília da tenda, a mesa com seus utensílios, o candelabro de ouro com seus acessórios, o altar do incenso. (Ex 31, 1-8)

E o Templo de Salomão, será que houve algum tipo de idolatria? Vejamos: “Para o Santíssimo, Salomão fez dois querubins de oliveira selvagem, cada um com cinco metros de altura. Cada asa do querubim media dois metros e meio, de modo que a distância era de cinco metros de uma ponta à outra das asas. O segundo querubim também media cinco metros. Os dois tinham o mesmo tamanho e o mesmo formato. Os dois querubins mediam cinco metros de altura cada um. Os querubins foram colocados no meio da sala interior. Eles tinham as asas estendidas, de modo que a asa de um tocava uma parede, e a asa do outro tocava a outra parede, e as asas de ambos tocavam uma na outra, no meio da sala. Os querubins foram revestidos de ouro. Salomão mandou esculpir figuras de querubins, palmeiras e flores ao redor de todas as paredes do Templo, tanto por fora como por dentro, e mandou cobrir de ouro o piso interior e exterior do Templo. e os dois batentes eram de oliveira selvagem. Nos batentes foram esculpidas figuras de querubins, palmeiras e flores, tudo recoberto de ouro. Salomão mandou recobrir de ouro os querubins e as palmeiras.” (1Rs 6, 23-30.32) E ainda: “Desde a entrada até o interior do Templo, bem como por fora, sobre toda a parede em volta, tanto por dentro como por fora, estavam esculpidos querubins e palmeiras, uma palmeira entre dois querubins. Cada querubim tinha duas faces:de um lado, uma face de homem voltada para a palmeira, e do outro lado uma face de leão voltada para a palmeira. Isso em torno de todo o Templo. Os querubins e as palmeiras estavam esculpidos sobre as paredes, desde o chão até no alto da entrada. As ombreiras da porta do Santo eram quadradas. Diante do santuário, havia algo com aspecto.” (Ez 41, 17-21)

Estaria então estes textos em contradição com as condenações de Dt 4, 15-17 “Prestem atenção em si mesmos! Vocês não viram nenhuma forma no dia em que Javé lhes falou no Horeb, no meio do fogo. Portanto, não se pervertam, fazendo para vocês imagem esculpida em forma de ídolo: imagem de homem ou de mulher, imagem de animal terrestre, de pássaro que voa no céu.” A condenação  o motivo pelo qual os antigos adoravam imagens era de ordem mágica; eles achavam que a imagem participava da essência do individúo representado; como se a imagem tivesse a mesma substância do individuo, como se fosse o próprio individuo. Costume este pagão de criar entidades, idolos e deuses falsos que eram adorados. Deus não desejava que houvesse uma confusão na mente de seu povo, quanto a sua piedade, por estar cercado de pagãos e a proibição é clara, quanto à idolos!

No livro de Reis vemos Ezequias mandando que se destruisse a imagem da serpente de bronze, pois o povo começou a confundir seu significado e atribuiu a ela uma divindade com o nome de Nehustã. (cf 2 Rs 18, 4) Ou seja, criaram um idolo, um deus falso e isto é proibido!

“Quando virmos aquele que não tem corpo tornar se homem por nossa causa, então poderemos executar a representação de seu aspecto humano. Quando o Invisivél, revestido de carne, se torna visível, então representa a imagem daquele que apareceu... Quando aquele que é a Imagem consubstancial do pai despojou se, assumindo a imagem de escravo (Fl 2,6-7), tornando se assim limitado na quantidade e na qualidade por se ter revestido da imagem carnal, então pintamos (...) e expomos a vista de todos Aquele que se quis manifestar. Pintemos o seu nascimento da Virgem, o seu batismo no Jordão, a sua transfiguração no Monte tabor, pintemos tudo com a palavra e coa as cores nos livros e na madeira.” (Primeiro Tratado em defesa dos Santos Incones – São João Damasceno)

 

A partir da Encarnação do Verbo

Após a encarnação do verbo, Deus tem um rosto, aquele que no antigo testamento era visto somente na sarça ardente e na nuvem que cobria o monte, em Cristo é o Verdadeiro Icone de Salvação, assim entendeu a Igreja e permitiu que fosse pintado e esculpido o rosto, a paixão, a vida pública, a cruscificação e também os seus santos, homens e mulheres que heroicamente viveram as virtudes e a Virgem Mãe de Deus, á qual se prestamos um culto de hiper dúlia. “Doravante todas as gerações hão de me chamar de bem aventurada.” (Lc 1, 48)

Jesus em sua pregação pública por diversas vezes utiliza das imagens para a Evangelização e anuncio da Boa Nova, sal, lirios, pássaros, luz...

As gerações cristãs foram percebendo que a proibição de imagem de idolos do AT era uma questão pedagogica de Deus e começaram a se utilizar representações artisticas para meditar as fases da vida de Cristo, assim nas antigas Catacumbas (cemitérios cristãos) se encontravam diversos afrescos inspirados nos textos bíblicos  como Nóe e o dilúvio, Daniel na cova dos leões, a multiplicação dos pães, o Peixe (Ichthys) que simbolizava Cristo, além de desenhos que relatam a vida dos mártires e o tipo de martírio sofrido, e os primeiros cristãos não eram considerados idolatras por isso, antes muitos deles justamente morriam por não aceitar Cesár como um deus!

“O próprio homem é a Imagem viva de Deus.” (Clemente de Alexandria 215 d.C) e ainda São Gregório de Nissa (394 d. C) “ O desenho mudo sabe falar sobre as paredes das igrejas e ajuda grandemente.”

 

Os iconoclastas

Nos séculos VIII e IX, surgiu na Igreja a disputa em torno do uso das imagens, a questão iconoclasta. Por influência do judaismo, do islamismo, de seitas e de antigas heresias cristológicas, muitos cristãos do Oriente começaram a negar a legitimidade do culto das imagens. Os imperadores bizantinos, de Constatinopla, tomaram parte da disputa, mais por motivos políticos do que por razões religiosas.

Desencadeada sob o Imperador Leão Isáurico (717-741), a controvérsia foi levada ao Concilio de Niceia II (797). Com base nos sólidos argumentos de grandes teólogos como São João Damasceno, doutor da Igreja, este Concílio reafirmou a validade do culto de veneração das imagens. (trecho do livro A intercessão e o culto dos santos – Prof. Filipe Aquino)

Neste concilio de 787, assim se pronunciaram os padres:

Definimos(...) que, como as representações da Cruz(...), assim também as veneráveis e Santas imagens, em pintura, em mosaico ou qualquer outra matéria adequada, devem ser expostas nas Santas igrejas de Deus (sobre os Santos utensílios e os paramentos, sobre as paredes e quadros), nas casas e nas entradas. O mesmo se faça com a imagem de Deus Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, com as da Santa Mãe de Deus, com as dos Santos Anjos e as de todos os Santos e justos. Quanto mais os fiéis contemplarem essas representações, mais serão levados a recordar-se dos modelos originais, a se voltar para eles, e lhes testemunhar (...) uma veneração respeitosa, sem que isto seja adoração, pois esta só convém, segundo a nossa fé, a Deus. (sessão 7,13 de outubro de 787; DS 600s)

Outrora Deus, que não tem nem corpo nem figura, não podia de modo algum, ser representado por uma imagem. Mas agora, que Ele se fez ver na carne e viveu no meio dos homens, eu posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus [...] Contemplamos a glória do Senhor com o rosto descoberto. (São João Damasceno)

A beleza e a cor das imagens estimulam a minha oração. É uma festa para os meus olhos, e, tal como o espetáculo do campo, impele o meu coração a dar glória a Deus. (São João Damasceno)

Para dizer brevemente a nossa profissão de fé, nós conservamos todas as tradições da Igreja, escritas ou não, que nos foram transmitidas intactas. Uma delas é a representação pictórica das imagens, que está de acordo com a pregação da história evangélica, acreditando que, de verdade e não só de modo aparente, o Deus Verbo Se fez homem, o que é tão útil como proveitoso, pois as coisas que mutuamente se esclarecem têm indubitavelmente uma significação recíproca. (Conc de Niceia II, Terminus: COD p. 135)

 

As imagens na Reforma Protestante

Lutero foi tolerante em relação às imagens ele escreveu em 1528: “ Tenho como algo deixado à livre escolha as imagens, os sinos, as vestes litúrgicas... e coisas semelhantes. Quem não os quer, deixe-os de lado, embora as imagens inspiradas pela escritura e por histórias edificantes me pareçam muito úteis... Nada tenho em comum com os Iconoclastas.” (Da ceia de Cristo)

Apesar de Lutero “não se opor” as imagens, alguns de seus seguidores como Karlstadt,  foram precursores Iconoclastas no séc XVI ao ponto de um historiador protestante dizer: “ Onde os iconoclastas passaram, os templos ficaram como lavouras após uma chuva de granizo. Igual a uma epidemia o iconoclasmo se alastrava por todas as regiões. E o mais interessante é que são poucos os historiadores que se refém a ele, permitindo que o iconoclasmo continue a ser praticado até os nossos dias. O terrível disso tudo é que os cristãos, munidos de machados e martelos, se levantaram contra objetos sacros, em locais consagrados, ante os quais há pouco se haviam ajoelhado.” (Martin N. Dreher)

Calvino seguidor de Lutero já era mais explicito em sua condenação as imagens, pois em sua concepção como a da maioria dos protestantes atuais serviam de adoração.

O teólogo luterano Martin N. Dreher continua: “As imagens movem a fé das crianças e dos simples. A fé cristã não se dirige, para ele, apenas aos ouvidos, mas também aos olhos das pessoas. A arte sacra deve se meditada, e meditação não é pensamento lógico. Meditar é silenciar para que Deus possa falr. Nos últimos 500 anos, em razão do iconoclasmo, o pecado humano não tem deixado Deus falar; só fala o homem” (ed Sinodal, pp. 57)

Por mais que explicamos e refutamos todas as “crendices” protestantes em relação às imagens, devido ao seu biblicismo e livre interpretação, continuam a nos acusar de idolatras, por possuirmos imagens de Cristo, dos Santos, da Virgem. E não basta explicar sobre Latria, Dulia e Hiper Dúlia ....

Então o que eles respondem em relação as fotos que possuem, com seus lideres??? Todos ou a maioria possuem Facebook e curtem e compartilham IMAGENS!!! Enfrentam filas enormes (SACRIFICIO) para ver seus cantores “gospels”!!! Fundam a cada dia uma nova Igreja, que na minha opinião esta é a maior das idolatrias possíveis! Possuem espelhos em sua casa que reflete IMAGEM!!! Assistem televisão, que transmite????? IMAGEM!!! Se produzem com as melhores roupas para irem aos seus cultos, pois querem cuidar bem da sua IMAGEM!!!

E vêm encher o saco porque temos um quadro do Sagrado Coração de Jesus em casa? Protestantes loucos! Não sabem nem de onde saíram!

“Tu não devias quebrar o que foi colocado nas Igrejas não pare ser adorado, mas simplesmente para ser venerado. Uma coisa é adorar uma imagem, outra coisa é aprender, mediante essa imagem, a quem se dirigem as tuas preces. O que é a Escritura para os que sabem ler, a imagem o é para os ignorantes; mediante essas imagens aprendem o caminho a seguir. A imagem é o livro daqueles que não sabem ler.” (Papa São Gregório Magno, ao bispo Sereno de Marselha, que mandou destruir imagens)

 

O Magistério da Igreja e as Imagens

Catecismo da Igreja:

A imagem sagrada, o «ícone» litúrgico, representa principalmente Cristo. Não pode representar o Deus invisível e incompreensível: foi a Encarnação do Filho de Deus que inaugurou uma nova «economia» das imagens. A iconografia cristã transpõe para a imagem a mensagem evangélica que a Sagrada Escritura transmite pela palavra. Imagem e palavra esclarecem-se mutuamente. (CIC 1159-1160)

O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. Com efeito, a honra prestada a uma imagem remonta ao modelo original e quem venera uma imagem venera nela a pessoa representada. A honra prestada às santas imagens é uma «veneração respeitosa, e não uma adoração, que só a Deus se deve. (CIC 2132)

No Código de Direito Canônico:

Cân. 1186 — Para fomentar a santificação do povo de Deus, a Igreja recomenda à veneração peculiar e filial dos fiéis a Bem-aventurada sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, que Jesus Cristo constituiu Mãe de todos os homens, e promove o verdadeiro e autêntico culto dos outros Santos, com cujo exemplo os fiéis se edificam e de cuja intercessão se valem.

Cân. 1187 — Só é lícito venerar com culto público os servos de Deus, que foram incluídos pela autoridade da Igreja no álbum dos Santos ou Beatos.

Cân. 1188 — Mantenha-se em vigor a prática de, nas igrejas, se exporem à veneração dos fiéis as imagens sagradas; no entanto, exponham-se em número moderado e pela ordem conveniente, para não provocar a admiração do povo cristão, nem dar azo a devoção menos correcta.

Cân. 1189 — As imagens preciosas, isto é, aquelas que são notáveis pela sua antiguidade, arte ou culto, e se encontram expostas à veneração dos fiéis nas igrejas ou oratórios, se necessitarem de reparação, nunca se restaurem sem licença dada por escrito pelo Ordinário do lugar; o qual, antes de a conceder, consulte os peritos.

 

Oque deve se evitar:

É claro que sabemos que por falta de catequese o pietismo popular criou algumas superstições em torno das imagens, que não é uma praxe católica, como por exemplo: Colocar café para São Benedito, Tirar o menino Jesus dos braços de Sto Antonio para se ter casamento.. etc, isto faz parte das crendices populares, que não estão em comunhão com a fé da Igreja e são  superstições e erros.

O Papa Urbano VIII, em 1629, condenou a representação da Santíssima Trindade sob a forma de um tronco humano com três cabeças, por ser uma monstruosidade.

Em 1745, Bento XIV rejeitou a cena de três pessoas humana sentadas uma ao lado da outra para significar a Trindade Divina. Umas das principais razões dessas reprovações é que o Espirito Santo nunca apareceu em forma humana.

Veja uma catequese dos bispos franceses sobre a confecção de imagens para crianças:

  1. São desejáveis:

  1. As imagens que eduquem a fé, isto é, que façam pensar nas realidades sobrenaturais e despertem autênticos sentimentos de fé e piedade;

  2. As imagens que levem em conta as reações da criança, e não as dos adultos;

  3. As imagens que sejam concebidas dentro de certa preocupação com estética e não sejam feudo de alguma escola particular;

  4. As imagens não apresentem pormenores inúteis aptos a desviar do essencial a atenção das crianças;

  5. As imagens utilizem cor e movimentação, a fim de melhor prender a atenção e o interesse das crianças; todavia, sem exageros;

  1. São desaconselhadas:

  1. As imagens que tratem o invisível com os mesmo traços concretos das realidades visíveis; assim os Anjos configurados, sem mais, a seres humanos;

  2. As imagens que sejam capazes de impressionar e agradar, mas não suscitem sentimentos de fé e de piedade; por exemplo, aquelas que apresentam os personagens sagrados com semblante de boneca ou com expressionismo humano carregado demais, como são as imagens da Virgem SS. Em geral e as de S. João Evangelista na última ceia produzidas por certos artistas do Renascimento (século XVI)

  3. As imagens que as crianças não possam facilmente compreender, por serem demasiado abstratas.

  1. São condenadas:

  1. As imagens que transmitam falsa noção da realidade, como por exemplo, a do Menino Jesus pregado na Cruz ou detido no tabernáculo do altar ou imagens muito sentimentais;

  2. As imagens que contribuam, na mente das pessoas simples, para ridicularizar algum personagem sagrado, algum mistério da fé ou os ritos da Liturgia. (Cf. La Documentation Catholique 15/09/1957.)

 

O culto da religião não se dirige às imagens em si mesmas como realidades, mas olha-as sob o seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não se detém nela, mas orienta-se para a realidade de que ela é imagem.” (Sto Tomas de Aquino)

 

Por Junior Mathias

 

Fontes:

Catecismo da Igreja

Código de Direito Canônico

Livro: A intercessão e o Culto dos Santos (Prof. Filipe Aquino)

Bíblia TEB



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