Marxismo Cultural (Parte1) - Inimigo número 1

Marxismo Cultural (Parte1) - Inimigo número 1

1. Introdução

Estamos em pleno século XXI, mais precisamente em sua segunda década. Vários acontecimentos já tomaram lugar na História nesse período, como o ataque às torres gêmeas em Nova York, os tsunamis na Ásia ou mesmo a queda de líderes mundiais. A lista de acontecimentos poderia ser maior, mas não se faz necessário.

Observando tantos acontecimentos desde a virada do século nos faz pensar que um dos maiores inimigos da humanidade, se não verdadeiramente o maior de todos, morreu. Se você está pensando no nazismo de Hitler, sinto lhe informar que errou. Sim, porque apesar de ter exterminado em torno de 15 milhões de pessoas, este é apenas um filhote, um apêndice, um mero tentáculo do inimigo maior, que não morreu, o comunismo, que assassinou covardemente em torno de 100 milhões de pessoas em algumas décadas do século XX, isso considerando números muito otimistas. Números mais precisos podem chegar a 110 ou 120 milhões de pessoas.

Quando eu disse que o nazismo era apenas um tentáculo do comunismo eu realmente quis dizer isso, que são farinha do mesmo saco, os tentáculos do mesmo monstro, são a mesma ideologia assassina, apesar de infelizmente muitas pessoas acharem que o nazismo é de direita. Darei detalhes mais adiante.

Portanto, não se assuste, mas o comunismo não só não morreu, mas está presente em todos os segmentos da vida cotidiana e muitos, pra não dizer a grande maioria, não só não notam como adotam inconscientemente alguns de seus pensamentos.

Uma prova disso é se você achou estranho Hitler ser socialista ou, utilizando outro termo, de esquerda. Se realmente estranhou, sinto lhe informar, mas esse é um dos pensamentos comunistas já adotado inconscientemente por você. Isso é apenas um exemplo das consequências do Marxismo Cultural, real objetivo deste artigo.

Apesar de não ser exato, não entrarei aqui em detalhes sobre diferenças entre comunismo e socialismo, pois não é o objetivo deste artigo. Utilizarei apenas o termo comunismo para facilitar o entendimento.

2. Ideologia comunista

O comunismo é uma ideologia é totalmente anticristã porque quer implantar à força um “paraíso na Terra”. Resumidamente, parece ser lindo, mas é como um canto de sereia. Na ilusão de diminuir a desigualdade, impõe o fim da propriedade privada, o direito de defesa e à vida, com um Estado babá imenso, invasor da vida privada, se intrometendo em assuntos que apenas dizem respeito ao indivíduo. Prega um igualitarismo utópico, igualando todos os seres humanos de uma forma que é impossível, pois nenhum ser humano é igual ao outro, cada um possui um modo de pensar, um modo de agir, enfim, todos somos diferentes e essas diferenças é que são a verdadeira riqueza da humanidade.

Tem como principal cavalo de batalha a defesa e ajuda aos pobres e quer elevá-los rebaixando o resto da sociedade em vez de dar oportunidades iguais a todos, pois quem tem vontade trabalhar e crescer, vai fazer isso sem questionar. Esquecem-se que muitos nasceram pobres, mas batalharam na vida, trabalhando e estudando, a despeito das condições socioeconômicas enquanto outros se fazem de coitados para não trabalhar.

Mesmo a teoria de tornar todos iguais ser tentadora, a realidade é diferente e a tentativa de impor tal teoria é querer reescrever, alterar uma realidade natural humana, o que pode e teve consequências seríssimas.

Prova de tais consequências são os 100 milhões de mortos pelos regimes comunistas no mundo em apenas quatro décadas do século XX. A tentativa de eliminar esta realidade com a desculpa de criar uma melhor é o mesmo que querer eliminar os seres humanos que não aceitam tal ideologia anticristã.

3. Antônio Gramsci x Os Três Pilares da Civilização Ocidental

É interessante notar que os países onde o comunismo foi implantado, não sem o custo das milhões de vítimas, são os do leste europeu e orientais.

A razão mais aparente do comunismo não aceito na civilização ocidental são três pilares: o Direito Romano, a Filosofia Grega e a Moral Judaico-Cristã.

Os comunistas viram que não seria possível impor o comunismo onde esses três pilares eram a verdadeira base. Seria necessário antes reescrever a mentalidade humana, destruindo essas bases, para que essa ideologia fosse pacificamente quando imposta em sua totalidade.

Dessa forma, como pela revolução armada, à força e sangrenta, não houve sucesso, vários intelectuais de esquerda resolveram se unir e aplicar os conhecimentos de Antônio Gramsci, filósofo italiano do final do século XIX.

Em resumo, o pensamento de Antônio Gramsci era justamente focado na mudança de mentalidade cultural, utilizando-se de subterfúgios, distorção da realidade, meias verdades e desinformação, levando as pessoas a crerem que determinadas ideias são válidas por terem argumentos supostamente válidos.

O ápice dessa mudança se deu com a queda do Muro de Berlim, onde incontável número de pessoas foi induzida a crer que com esse fato o comunismo estava morto. E muitos até hoje ainda pensam que isso aconteceu.

Mas o comunismo está vivo e com seus tentáculos em toda a parte, tentando destruir o que somos como civilização, causando o caos na sociedade de modo que seja a tal nível que o próprio Estado apareça como “solução” para os problemas, desde que lhe seja dado carta branca por nós para que ele faça o necessário. E aí é que vem o verdadeiro golpe.

Ele está vivo dentro do Brasil porque as nossas Forças Armadas apenas impediram a revolução armada e não a cultural. Enquanto o Exército combatia aqueles que faziam atentados e derramavam o sangue de inocentes na rua tentando impor suas ideias, os intelectuais de esquerda iam organizando pacificamente o preenchimento de cargos públicos, universidades, meios de comunicação como jornais, revistas e emissoras de TV, e principalmente a infiltração na Igreja Católica.

Tudo isso com muita calma e muito bem planejado não para ter efeito imediato, mas sim a longo prazo, usando tais infiltrações para a mudança gradual do comportamento humano.

Essa nova face do comunismo pode ser chamada como Marxismo Cultural, Revolução Cultural, Revolução Gramsciana ou Gramscismo.

Leia mais continuação: Marxismo Cultural (parte 2) - A Manipulação

Por Alexandre Dias