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Instrução Geral do Missal Romano - Comentado (parte III)

Instrução Geral do Missal Romano - Comentado (parte III)

Continuamos aqui “pincelando” algumas partes da IGMR, sabendo que a leitura na integra se faz necessário, mas o intuito destes textos é frisar as partes mais importantes e demonstrar que não existe por parte desta instrução, a liberdade para se cometer erros e abusos litúrgicos que infelizmente constatamos em nossas paróquias.

 

Você poderá rever a Parte I e a Parte II deste texto.

 

Liturgia eucarística

72.          Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e banquete pascal, por meio do qual, todas as vezes que o sacerdote, representando a Cristo Senhor, faz o mesmo que o Senhor fez e mandou aos discípulos que fizessem em sua memória, se torna continuamente presente o sacrifício da cruz. Cristo tomou o pão e o cálice, pronunciou a ação de graças, partiu o pão e deu-o aos seus discípulos, dizendo: «Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de Mim». Foi a partir destas palavras e gestos de Cristo que a Igreja ordenou toda a celebração da liturgia eucarística.

C: Importante salientar este texto, pois a Instrução expõe uma palavra que grifamos, sacrifício, as próprias palavras de consagração denotam isso “entregue” “derramado”, e nunca uma celebração comunitária, ou festa de comunhão, mas SACRIFICIO dentro do banquete da Carne e Sangue de Jesus.

73.       A iniciar a liturgia eucarística, levam-se para o altar os dons, que se vão converter no Corpo e Sangue de Cristo. Em primeiro lugar prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística; nele se dispõem o corporal, o purificador (ou sanguinho), o Missal e o cálice, salvo se este for preparado na credência. Em seguida são trazidas as oferendas. É de louvar que o pão e o vinho sejam apresentados pelos fiéis. Recebidos pelo sacerdote ou pelo diácono em lugar conveniente, são depois levados para o altar. Embora, hoje em dia, os fiéis já não tragam do seu próprio pão e vinho, como se fazia noutros tempos, no entanto o rito desta apresentação conserva ainda valor e significado espiritual.

C: Não há discrepância no ofertório que os fieis em procissão levem a “matéria” para o sacrifício e juntamente sua oferta em espécie ou outros, desde que o que é destinado ao sacrifício, vá para o altar, pão e vinho, as outras coisas não devem ir ao altar, nem por simbolismo (pão de padaria e cachos de uva) visto que estes estão já representados na matéria, que será transubstanciada, então não se faz necessário nenhum outro simbolismo.

 

Oração eucarística

78.          Inicia-se então o momento central e culminante de toda a celebração, a Oração eucarística, que é uma oração de ação de graças e de consagração. O sacerdote convida o povo a elevar os corações para o Senhor, na oração e na ação de graças, e associa-o a si na oração que ele, em nome de toda a comunidade, dirige a Deus Pai por Jesus Cristo no Espírito Santo. O sentido desta oração é que toda a assembleia dos fiéis se una a Cristo na proclamação das maravilhas de Deus e na oblação do sacrifício.

C: Esta união dos fiéis com o sacerdote em oração é comunhão, mas ao mesmo tempo distinção, pois são formas de ofertar o Sacrifício distintas, não se possui o sacrifício sem o ministro, mas se possui sem o povo, a assembleia em comunhão com o sacerdote se une ao sacrifício ministerial de Cristo, que é o Altar, a Oferta e o Celebrante.

79.        Como elementos principais da Oração eucarística podem enumerar-se os seguintes:

a) Ação de graças (expressa de modo particular no Prefácio): em nome de todo o povo santo, o sacerdote glorifica a Deus Pai e dá-Lhe graças por toda a obra da salvação ou por algum dos seus aspectos particulares, conforme o dia, a festa ou o tempo litúrgico.

b) Aclamação: toda a assembleia, em união com os coros celestes, canta o Sanctus (Santo). Esta aclamação, que faz parte da Oração eucarística, é proferida por todo o povo juntamente com o sacerdote.

c) Epiclese: consta de invocações especiais, pelas quais a Igreja implora o poder do Espírito Santo, para que os dons oferecidos pelos homens sejam consagrados, isto é, se convertam no Corpo e Sangue de Cristo; e para que a hóstia imaculada, que vai ser recebida na Comunhão, opere a salvação daqueles que dela vão participar.

d) Narração da instituição e consagração: mediante as palavras e gestos de Cristo, realiza-se o sacrifício que o próprio Cristo instituiu na última Ceia, quando ofereceu o seu Corpo e Sangue sob as espécies do pão e do vinho e os deu a comer e a beber aos Apóstolos, ao mesmo tempo que lhes confiou o mandato de perpetuar este mistério.

e) Anamnese: em obediência a este mandato, recebido de Cristo Senhor através dos Apóstolos, a Igreja celebra a memória do mesmo Cristo, recordando de modo particular a sua bem-aventurada paixão, gloriosa ressurreição e ascensão aos Céus.

f) Oblação: neste memorial, a Igreja, de modo especial aquela que nesse momento e nesse lugar está reunida, oferece a Deus Pai, no Espírito Santo, a hóstia imaculada. A Igreja deseja que os fiéis não somente ofereçam a hóstia imaculada, mas aprendam a oferecer-se também a si mesmos e, por Cristo mediador, se esforcem por realizar de dia para dia a unidade perfeita com Deus e entre si, até que finalmente Deus seja tudo em todos.

g) Intercessões: por elas se exprime que a Eucaristia é celebrada em comunhão com toda a Igreja, tanto do Céu como da terra, e que a oblação é feita em proveito dela e de todos os seus membros, vivos e defuntos, chamados todos a tomar parte na redenção e salvação adquirida pelo Corpo e Sangue de Cristo.

h) Doxologia final: exprime a glorificação de Deus e é ratificada e concluída pela aclamação Amém do povo.

C: Não se faz necessário comentários.

 

Oração dominical

81.          Na Oração dominical pede-se o pão de cada dia, que para os cristãos evoca principalmente o pão eucarístico; igualmente se pede a purificação dos pecados, de modo que efetivamente “as coisas santas sejam dadas aos santos”. O sacerdote formula o convite à oração, que todos os fiéis recitam juntamente com ele. Então o sacerdote diz sozinho o embolismo, que o povo conclui com uma doxologia. O embolismo é o desenvolvimento da última petição da oração dominical; nele se pede para toda a comunidade dos fiéis a libertação do poder do mal.

C: Convidamos a leitura de O Pai Nosso resumo de todo o Evangelho.

 

Rito da paz

82.          Segue-se o rito da paz, no qual a Igreja implora a paz e a unidade para si própria e para toda a família humana, e os féis exprimem uns aos outros a comunhão eclesial e a caridade mútua, antes de comungarem no Sacramento.

Quanto ao próprio sinal com que se dá a paz, as Conferências Episcopais determinarão como se há-de fazer, tendo em conta a mentalidade e os costumes dos povos. Mas é conveniente que cada um dê a paz com sobriedade apenas aos que estão mais perto de si.

C: Este é um momento que comumente se destona do que esta se celebrando no altar: A paixão de Cristo. Pois são colocados cantos de celebração que tiram a centralidade e geram certa “bagunça” na assembleia, a Paz de Cristo é uma paz serena e solene, o jubilo se dá na comunhão, Ação de Graças; vemos claramente neste momento esta “falta de senso” pois em meio ao “abraço” quando se volta ao cordeiro há uma total discrepância com o sacrifício. O que podemos fazer? Eu sugiro que dirija a paz conforme a Instrução à 2 ou 3 pessoas ao lado e volte se ao altar, para o cordeiro.

 

Fracção do pão

83.          O sacerdote parte o pão eucarístico. O gesto da fracção, praticado por Cristo na última Ceia, e que serviu para designar, nos tempos apostólicos, toda a ação eucarística, significa que os fiéis, apesar de muitos, se tornam um só Corpo, pela Comunhão do mesmo pão da vida que é Cristo, morto e ressuscitado pela salvação do mundo (1 Cor 10, 17). A fração começa depois de se dar a paz e realiza-se com a devida reverência, mas não se deve prolongar desnecessariamente nem se lhe deve atribuir uma importância excessiva. Este rito é reservado ao sacerdote e ao diácono.

Enquanto o sacerdote parte o pão e deita uma parte da hóstia no cálice, a schola ou um cantor canta ou pelo menos recita em voz alta a invocação Cordeiro de Deus, a que todo o povo responde. A invocação acompanha a fração do pão, pelo que pode repetir-se o número de vezes que for preciso, enquanto durar o rito. Na última vez conclui-se com as palavras: Dai-nos a paz.

C: Este rito como dito acima muitas vezes é “suprimido” pelo euforia do rito da Paz e é uma parte importante do Sacrifício. Alguns místicos dizem que é o momento da morte e entrega total, pois é “partido” e unido ao seu sangue.

 

Comunhão

84.       O sacerdote prepara-se para receber frutuosamente o Corpo e Sangue de Cristo rezando uma oração em silêncio. Os fiéis fazem o mesmo orando em silêncio.

Depois o sacerdote mostra aos fiéis o pão eucarístico sobre a patena ou sobre o cálice e convida-os para o banquete de Cristo; e, juntamente com os fiéis, faz um ato de humildade, utilizando as palavras evangélicas prescritas.

86.       Enquanto o sacerdote toma o Sacramento, dá-se início ao cântico da Comunhão, que deve exprimir, com a unidade das vozes, a união espiritual dos comungantes, manifestar a alegria do coração e realçar melhor o carácter «comunitário» da procissão daqueles que vão receber a Eucaristia. O cântico prolonga-se enquanto se ministra aos fiéis o Sacramento. Se se canta um hino depois da Comunhão, o cântico da Comunhão deve terminar a tempo.

C: Este momento de preparação para a comunhão é solene, não pode ser disperso, por conversas, troca de comprimentos na “fila”, bom seria que todos estivessem preparados para receber o Senhor e os que não o tivessem que de forma alguma se levantassem.

88.       Terminada a distribuição da Comunhão, o sacerdote e os fiéis, conforme a oportunidade, oram alguns momentos em silêncio. Se se quiser, também pode ser cantado por toda a assembleia um salmo ou outro cântico de louvor ou um hino.

89.          Para completar a oração do povo de Deus e concluir todo o rito da Comunhão, o sacerdote diz a oração depois da Comunhão, na qual implora os frutos do mistério celebrado.

C: Uma vida inteira não bastaria de ação de graças pela Comunhão, somente a Eternidade do céu que é Comunhão Plena, por isso é justo o silêncio e a ação de graças, por grandioso dom. Não estamos nos alimentando de um pão bento, mas da carne e sangue de Cristo Senhor, sinceramente não acredito que exista fé neste mistério naqueles que o recebem sem “distinguir o corpo do sangue” e são réus desta ofensa. (1 Cor 11).

 

90.          O rito de conclusão consta de:

                a) Notícias breves, se forem necessárias;

a) Saudação e bênção do sacerdote, a qual, em certos dias e em ocasiões especiais, é enriquecida e amplificada com uma oração sobre o povo ou com outra fórmula mais solene de bênção.

b) Despedida da assembleia, feita pelo diácono ou sacerdote;

                c) Beijo no altar por parte do sacerdote e do diácono e depois inclinação profunda ao altar por parte do sacerdote, do diácono, e dos outros ministros.

C: Da mesma forma que no inicio da celebração o sacerdote nos acolhe e não o contrário, no final deve se aguardar a sua saída do presbitério para que possamos deixar a Igreja.

 

Por Junior Mathias



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