Igreja Una Santa Católica e Apostólica


Instrução Geral do Missal Romano - Comentado (parte II)

Instrução Geral do Missal Romano - Comentado (parte II)

Dando continuidade na leitura o IGMR conforme vimos na PRIMEIRA PARTE.

As várias partes da Missa

Entrada

47.          Reunido o povo, enquanto entra o sacerdote com o diácono e os ministros, inicia-se o cântico de entrada. A finalidade deste cântico é dar início à celebração, favorecer a união dos fiéis reunidos e introduzi-los no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e ao mesmo tempo acompanhar a procissão de entrada do sacerdote e dos ministros.

48.       Se não há cântico de entrada, recita-se a antífona que vem no Missal, ou por todos os fiéis, ou por alguns deles, ou por um leitor; ou então pelo próprio sacerdote, que também pode adaptá-la à maneira de admonição inicial (cf. n. 31).

C: É muito comum escutarmos em comentários antes do Inicio da Missa: - Fiquemos de Pé para acolher o celebrante! Bem, quem acolhe o celebrante não é o povo, mas o contrário o Celebrante (Cristo) quem acolhe o Povo. Um povo bem catequizado não se faz necessário comentários, mas se precisar fazê-lo o correto é: - Fiquemos em pé para o Inicio da Celebração!

49.        Chegados ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros saúdam o altar com inclinação profunda.

Em sinal de veneração, o sacerdote e o diácono beijam então o altar; e, se for oportuno, o sacerdote incensa a cruz e o altar.

Saudação do altar e da assembléia

50.        Terminado o cântico de entrada, o sacerdote, de pé junto da cadeira, e toda a assembléia fazem sobre si próprios o sinal da cruz; em seguida, pela saudação, faz sentir à comunidade reunida a presença do Senhor. Com esta saudação e a resposta do povo manifesta-se o mistério da Igreja reunida.

Depois da saudação do povo, o sacerdote, ou o diácono, ou outro ministro, pode, com palavras muito breves, introduzir os fiéis na Missa do dia.

C: Interessante notarmos que toda admoestação, anuncio, intenção ou acolhida, se faz após o sinal da cruz que marca o Inicio diante do altar, a Missa iniciou na procissão de entrada (caminho para o calvário) e diante do altar começa a Paixão na Cruz. Mas comumente vemos todo tipo de “apresentações” antes de se traçar o sinal da cruz e a instrução é clara neste assunto.

Ato penitencial

51.          Em seguida, o sacerdote convida ao ato penitencial, o qual, após uma breve pausa de silêncio, é feito por toda a comunidade com uma fórmula de confissão geral e termina com a absolvição do sacerdote; esta absolvição, porém, carece da eficácia do sacramento da penitência.

C: No ato penitencial da Missa ocorre a absolvição de pecados veniais.

Glória in excelsis

53.          O Glória é um antiquíssimo e venerável hino com que a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus e ao Cordeiro. Não é permitido substituir o texto deste hino por outro. É começado pelo sacerdote ou, se for oportuno, por um cantor, ou pela schola, e é cantado ou por todos em conjunto, ou pelo povo alternando com a schola, ou só pela schola. Se não é cantado, é recitado ou por todos em conjunto ou por dois coros alternadamente.

C: Não precisa ser mais claro, do que o texto é proibido trocar o texto por outro, mas infelizmente ouvimos cantos como Glória a Deus, Glória a Deus Pai a Ele seja a Glória...Aleluia Amém! Um canto completamente pobre de doutrina e rico em sentimentalismo, que não é coerente com a Glória de Deus!

Oração coleta

54.          Em seguida, o sacerdote convida o povo à oração; e todos, juntamente com ele, se recolhem uns momentos em silêncio, a fim de tomarem consciência de que se encontram na presença de Deus e poderem formular interiormente as suas intenções. Então o sacerdote diz a oração que se chama «coleta», pela qual se exprime o caráter da celebração.

C: Aqui entram todas as intenções da Missa, a do sacerdote e a do Povo e é o sacerdote quem apresenta as intenções; sempre ao Pai, por Cristo na Unidade do Espírito. A missa é oferecida ao Pai!

Liturgia da Palavra

56.          A liturgia da palavra deve ser celebrada de modo a favorecer a meditação. Deve, por isso, evitar-se completamente qualquer forma de pressa que impeça o recolhimento. Haja nela também breves momentos de silêncio, adaptados à assembléia reunida, nos quais, com a ajuda do Espírito Santo, a Palavra de Deus possa ser interiorizada e se prepare a resposta pela oração.

58.          Na celebração da Missa com o povo, as leituras proclamam-se sempre do ambão.

59.          Segundo a tradição, a função de proferir as leituras não é presidencial, mas sim ministerial. Por isso as leituras são proclamadas por um leitor, mas o Evangelho é anunciado pelo diácono ou por outro sacerdote. Se, porém, não estiver presente o diácono nem outro sacerdote, leia o Evangelho o próprio sacerdote celebrante; e se também faltar outro leitor idôneo o sacerdote celebrante proclame igualmente as outras leituras.

C: Para que o altar da Palavra nos una ao da Eucaristia, como num único Culto de Adoração, é necessária esta veneração e sacralidade para com a Celebração do Rito da Palavra, com leituras bem feitas, com reverencia e é fundamental o silêncio para que esta Palavra não seja “letra morta” ou dita a ouvidos “mocos”.

Homilia

66.         Habitualmente a homilia deve ser feita pelo sacerdote celebrante ou por um sacerdote concelebrante, por ele encarregado, ou algumas vezes, se for oportuno, também por um diácono, mas nunca por um leigo. Em casos especiais e por justa causa, a homilia também pode ser feita, por um Bispo ou presbítero que se encontra na celebração mas sem poder concelebrar.

Nos domingos e festas de preceito, deve haver homilia em todas as Missas celebradas com participação do povo, e não pode omitir-se senão por causa grave. Além disso, é recomendada, particularmente nos dias feriais do Advento, Quaresma e Tempo Pascal, e também noutras festas e ocasiões em que é maior a afluência do povo à Igreja.

C: A homilia é parte essencial da liturgia da palavra, por ela o sacerdote deve ensinar a doutrina e fazer a assembléia “crescer” na fé pelo ouvir, e é uma obrigação sacerdotal, sendo proibida, por mais eloqüência que exista (fato este comum) que um leigo a realize.

70.         Normalmente a ordem das intenções é a seguinte:

a) pelas necessidades da Igreja;

b) pelas autoridades civis e pela salvação do mundo;

c) por aqueles que sofrem dificuldades;

d) pela comunidade local.

Em celebrações especiais – por exemplo, Confirmação, Matrimônio, Exéquias – a ordem das intenções pode acomodar-se às circunstâncias.

71.       Compete ao sacerdote celebrante dirigir da sede esta prece. Ele próprio a introduz com uma breve admonição, na qual convida os fiéis a orar, e a conclui com uma oração. As intenções que se propõem, formuladas de forma sóbria, com sábia liberdade e em poucas palavras, devem exprimir a súplica de toda a comunidade.

C: As preces dirigidas pela assembléia seguem um cronograma, não são preces aleatórias e sem um contexto, diferente das orações pessoais, visto que a celebração litúrgica é um ato de toda a Igreja e as preces devem exercer este caráter de universalidade e coesão.

...continuamos na Parte III

 

Por Junior Mathias



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