As Virtudes Teologais

As Virtudes Teologais

“O fim de uma pessoa virtuosa é tornar se semelhante a Deus” (São Gregório de Nissa)

“Por elas, temos entrado na posse das maiores e mais preciosas promessas, a fim de tornar-vos por este meio participantes da natureza divina, subtraindo-vos à corrupção que a concupiscência gerou no mundo.” (2Pd 1,4)

Pelo Batismo é infundido em nós a graça santificante que nos permite crescer nas virtudes humanas e torna nos capaz de crer em Deus (Fé), esperar Nele (Esperança) e amá-Lo (Caridade) através das chamadas virtudes teologais.

As virtudes teologais fundamentam, animam e caracterizam o agir moral do cristão, Informam e vivificam todas as virtudes morais. São infundidas por Deus na alma dos fiéis para os tornar capazes de proceder como filhos seus e assim merecerem a vida eterna. São o penhor da presença e da ação do Espírito Santo nas faculdades do ser humano. São três as virtudes teologais: fé, esperança e caridade. (CIC 1813)

“Agora, portanto, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. A maior delas, porém, é o amor.” (1Cor 13,13)

 

Vivemos um tempo onde a Fé é questionada ao ponto de acreditarmos que cada indivíduo deve e pode ter a sua “fé particular” e crer no que bem entender. Pois bem, isto não é Fé e sim crença, a virtude teologal Fé, vem de Deus, é Única, é Santa, é Verdadeira, vejamos a definição Católica:

A fé é a virtude teologal pela qual cremos em Deus e em tudo o que Ele nos disse e revelou e que a Santa Igreja nos propõe para acreditarmos, porque Ele é a própria verdade. Pela fé, o homem entrega-se total e livremente a Deus. E por isso, o crente procura conhecer e fazer a vontade de Deus. (CIC 1814)

“O justo viverá pela fé.” Nos diz São Paulo na carta ao Romanos e o Concilio de Trento define: O dom da fé permanece naquele que não pecou contra ela. (Leia mais em: Cisma, Heresia e Apostasia)

 

 Esperança

“Deus derramou abundantemente o Espírito sobre nós, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador, para que, justificados por sua graça, nós nos tornássemos herdeiros da esperança da vida eterna.” (Tt 3,6-7)

A esperança é a virtude teologal pela qual desejamos o Reino dos céus e a vida eterna como nossa felicidade, pondo toda a nossa confiança nas promessas de Cristo e apoiando-nos, não nas nossas forças, mas no socorro da graça do Espírito Santo. (CIC 1817)

É pela virtude da Esperança que nós sabemos que o fim último do cristão é o Céu, a vida Eterna com Deus, a Virgem Maria, seus anjos e santos.

A esperança é a virtude teologal pela qual desejamos o Reino dos céus e a vida eterna como nossa felicidade, pondo toda a nossa confiança nas promessas de Cristo e apoiando-nos, não nas nossas forças, mas no socorro da graça do Espírito Santo. (CIC 1818)

“Espera, espera, que não sabes quando virá o dia nem a hora. Vela com cuidado, que tudo passa com brevidade, embora o teu desejo faça o certo duvidoso e longo o tempo breve. Olha que quanto mais pelejares, mais mostrarás o amor que tens a teu Deus, e mais te regozijarás com teu Amado em gozo e deleite que não pode ter fim.” (Sta Teresa de Jesus, Excl. 15.3)

A esperança cristã é que mesmo com as adversidades e perseguições nesta vida, o futuro aos que perseveram é logo. “Sereis odiados de todos por causa de meu nome, mas aquele que perseverar até o fim será salvo.” (Mt 10,22)

 

Caridade

“Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros.” (Jo 13,34)

O apóstolo São Paulo deixou-nos um incomparável quadro da caridade: “A caridade é paciente, a caridade é benigna; não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa; não é inconveniente, não procura o próprio interesse, não se imita, não guarda ressentimento, não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1Cor 13, 4-7).

A caridade é o vinculo da perfeição, sem ela nenhuma das outras virtudes tem sentido.

A caridade assegura e purifica a nossa capacidade humana de amar e eleva-a à perfeição sobrenatural do amor divino. (CIC 1827)

“Nós, ou nos desviamos do mal por temor do castigo e estamos na atitude do escravo, ou vivemos à espera da recompensa e parecemo-nos com os mercenários; ou, finalmente, é pelo bem em si e por amor d'Aquele que manda, que obedecemos [...], e então estamos na atitude própria dos filhos.” (S Basílio, Reg. Fus., prol 3)

Os frutos da caridade são: a alegria, a paz e a misericórdia; exige a prática do bem e a correção fraterna; é benevolente; suscita a reciprocidade, é desinteressada e liberal: é amizade e comunhão. (CIC 1829)

A consumação de todas as nossas obras é o amor. É nele que está o fim: é para a conquista dele que corremos; corremos para lá chegar e, uma vez chegados, é nele que descansamos. (Sto Agostinho, In ep. Jo,4)

 

Por Junior Mathias