Igreja Una Santa Católica e Apostólica


Voto Católico - Desafie seu candidato

25/09/2014 14:09

Inicialmente gostaria de fazer antes de você começar a ler algumas considerações para evitar debates apaixonados sobre o texto:

 

1 - O título de eleitor é seu. Voto não tem preço tem consequência.

2 - Se você for Católico(a), você tem o dever de realizar uma análise baseada em valores cristãos, sempre se pautando no bem comum;

3 - Se você é Católico(a), você tem o dever de defender a si, a sua família e todos aqueles outros inocentes que seu ato (voto) pode condenar a morte e/ou ser perseguido (seja de que crença for).

4 - Como Cristão(ã), você não pode se omitir. Lembre-se quem puxará a fila para o inferno são os covardes (Cf Ap. 21, 8).

5 - Política não é “coisa ruim”, quem pensa assim se deixa governar pelos reais “coisas ruins”.

6 - Vote em alguém que você saiba que fará o melhor para todos e seguirá os seus princípios, aquele que agirá como se fosse você, um autêntico representante na fé e na política.

 



 

Então realizadas as devidas considerações iniciais, vamos lá.

 

É sempre bom lembrar que você é absolutamente livre para votar em quem quiser, seja voto de protesto ou voto ideológico, voto em branco, na legenda… O título de eleitor é seu. Mas é meu dever informar que essa liberdade pode - e geralmente traz - consequências terríveis.

 

Ensina-nos a Igreja que: É plenamente conforme com a natureza do homem que se encontrem estruturas jurídico-políticas nas quais todos os cidadãos tenham a possibilidade efetiva de participar livre e ativamente, dum modo cada vez mais perfeito e sem qualquer discriminação, tanto no estabelecimento das bases jurídicas da comunidade política, como na gestão da coisa pública e na determinação do campo e fim das várias instituições e na escolha dos governantes. Todos os cidadãos se lembrem, portanto, do direito e simultâneamente do dever que têm de fazer uso do seu voto livre em vista da promoção do bem comum. A Igreja louva e aprecia o trabalho de quantos se dedicam ao bem da nação e tomam sobre si o peso de tal cargo, em serviço dos homens.[1]

 

Assim, temos que ter plena consciência que temos que participar ativamente da vida política e que temos que enquanto Cristãos darmos os exemplos e trabalharmos para o bem comum.

 

Lembro-me muito bem que durante as manifestações de Julho de 2013, haviam muitos gritos de “Fora (nome da Presidente, Governador e Prefeito)”, mas agora estamos às vésperas do primeiro pleito após a tentativa frustrada de “primavera da chiquita bacana” e muitos serão reeleitos e/ou vão eleger seus indicados. Houve mudança? A meu ver o quadro político continua rigorosamente o mesmo. Repare bem ao seu redor. Houve a criação de um novo partido com as reinvindicações das ruas? Não. Seriam as reivindicações das ruas legítimas? Claro que sim. Mas qual o motivo de não terem obtido êxito? Muito simples, demonizaram a forma (política) e o instrumento (o político) juntos. O mais espantoso desse fenômeno pós “primavera da chiquita bacana” é que velhos políticos e partidos se apresentam agora como legítimos representantes da “voz das ruas”. Vai entender...

 

A política está em todos os nossos relacionamentos sociais e existe a necessidade de que por vias políticas sejam discutidas os instrumentos do bem comum. Entretanto, junto com a política foi satanizado o político, esse sim é o protagonista do nosso circo dos horrores, ele sim é o responsável pelo grave desvio de finalidade que a ação pública vem tomando no país que entre um “esquecimento” e um “mal feito” faz com que o eleitor seja desencorajado a ir a urna, urna aliás também já questionada…. É... Não tá fácil pra ninguém.

 

Conforme falei acima. Existe a necessidade para o Católico (a) de verificar alguns requisitos do candidato e do partido que muito bem foi exposto pelo Leste 1 da CNBB por meio de uma cartilha elaborada pelos Bispos que coloca aqui na íntegra:

 

“Dom Roberto Francisco Ferreria Paz

 

Bispo de Campos (RJ)

 

Os Bispos do Estado do Rio de Janeiro e a Pastoral Fé e Política do Regional Leste 1, prepararam esta cartilha cívica contendo recomendações para os eleitores das próximas eleições do presente ano. Configura numa lista de 10 critérios, são eles:

 

 

1. Votar é um exercício importante de cidadania, por isso, não deixe de participar das eleições. Seu voto contribui para definir a vida política de nosso pais.

 

2. Verifique se os candidatos estão comprometidos com a superação da pobreza, com a educação, saúde, moradia, saneamento básico, respeito à criação e ao meio ambiente.

 

3. Veja se seus candidatos estão comprometidos com a justiça, segurança, combate a violência, dignidade da pessoa, respeito pleno pela vida humana desde a sua concepção até a morte natural.

 

4. Observe se os candidatos representam o interesse apenas de seu grupo ou partido e se pretendem promover políticas que beneficiam a todos. O bom governante governa para todos.

 

5. Dê o seu voto apenas a candidatos com "ficha limpa". O homem público deve ter honestidade (idoneidade moral).

 

6. Fique atento à prática de corrupção eleitoral, ao abuso de poder econômico, à compra de votos. Voto não é mercadoria.

 

7. Procure conhecer os candidatos, sua conduta, suas idéias e seus partidos. Voto não é troca de favores.

 

8. Vote em candidatos que respeitem a liberdade religiosa e de consciência, garantindo o ensino religioso confessional e plural.

 

9. Escolha candidatos que promovam e defendam a família, segundo sua identidade natural conforme o plano de Deus.

 

10. Acompanhe os políticos depois das eleições, para cobrar deles o cumprimento das promessas de campanha e apoiar suas opções políticas e administrativas.

 

Para terminar reflitam esta frase do Papa Francisco: "É muito, difícil que um corrupto consiga voltar atrás". Vote certo, vote bem, somos responsáveis pelo futuro de nossa pátria. Não esqueça que seu voto terá conseqüências, um novo mundo e uma nova sociedade ou a mesmice da corrupção e do terror e insegurança diários.” Deus seja louvado!” [2]

 

Concordo com todos os itens e é dever também meu divulgar tal iniciativa.

 

Mas agora de tratar de maneira específica o item 3. Repito:

 

3. Veja se seus candidatos estão comprometidos com a justiça, segurança, combate a violência, dignidade da pessoa, respeito pleno pela vida humana desde a sua concepção até a morte natural.

 

Até aqui poderíamos estar tratando o assunto como verificação pessoal do candidato. Certo? Sim.

 

Mas e quando o partido tem como projeto a “defesa da autodeterminação das mulheres, da discriminalização do aborto e regulamentação do atendimento à todos os casos no serviço público evitando assim a gravidez não desejada e a morte de centenas de mulheres, na sua maioria pobres e negras, em decorrência do aborto clandestino e da falta de responsabilidade do Estado no atendimento adequado às mulheres que assim optarem.”[3]

 

Sim, o que fazer quando o PROJETO DO PARTIDO é fazer com que o ABORTO (assassinato de uma criança no ventre da mãe) seja encarado como MÉTODO CONTRACEPTIVO e MEIO DE CONTROLE DE NATALIDADE A QUALQUER TEMPO. Transformando pelo engodo da “benevolência” de que se trata de combate de violência contra a mulher.

 

Bem, se o objetivo é proteger a mulher, qual o motivo de não se investir nos métodos contraceptivos naturais (como o MOB que tem 98% podendo chagar a 99% (método duro)[4] de eficácia contra 97% da camisinha, por exemplo[5]) e gratuitos é incentivada a realizar a morte de uma criança completamente saudável?

 

Assim, podemos dizer (conforme documento do próprio partido dos trabalhadores - PT), que é conteúdo programático do PT a descriminilização do aborto, sendo essa passado a ser financiado com dinheiro público, conforme já tentou fazer o partido[6].

 

Mas seria o PT o único partido a fazer essa proposta? Não.

 

O Partido Comunista Brasileiro (PCB), estabelece em seu plano Construindo o Poder Popular, por um Brasil socialista[7] a garantia ao Direito do Aborto.

 

O PPS além de se definir como socialista (Estatudo item 2[8]) defendeu através de sua posição favorável a morte de crianças na Carta Aberta sobre o aborto[9].

 

O PCdoB também comunista (que coisa não?) defende em seu estatuto que as decisões após tomadas e referendadas pela cúpula terão validade para todo o partido. (Art. 25, § 2º[10]) e adivinhem o que eles defenderam em uma conferência para mulheres? O aborto é claro! (Página 44, item K[11])

 

O PCO (Partido da Causa Operária) não só defende o aborto (Item X, n.° 11[12]) como pune com expulsão o filiado que não atentar para o conceúdo programático do partido (Art. 30, §3, a[13])

 

O PDT já afirma que “... temos que continuar lutando para que se efetive a descriminalização do aborto, pois só as mulheres pobres serão banidas por sua prática, já que as com melhores condições podem fazê-lo sem necessidade do aparato estatal. A saúde integral é uma luta de todos nós e o aborto não é uma questão de polícia e sim de saúde pública”[14].

 

Já o PSOL, partido queridinho dos estudantes da rede pública de ensino superior, que tem por objetivo a construção de uma sociedade socialista e libertária. O partido que jura que é o pai da primeira “primavera/micareta” que aconteceu no país em Junho de 2013, mas não assumiu seus filhos talvez por serem “blacks”, na minha opinião puro preconceito racial…. Enfim…. Vem defendendo o aborto (com a mesma temática do PT). Em sua conjuntura Nacional onde diz que tem como objetivo: “Entendemos que as lutas contra as opressões são centrais para a construção de uma nova sociedade. É tarefa do PSOL combater a homofobia, lutando por sua criminalização através da aprovação do PLC122 e a expulsão do deputado Marco Feliciano, expressão do conservadorismo, da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara; barrar o estatuto do nascituro e sua “bolsa estupro”, defendendo a autonomia das mulheres sobre seus corpos e os direitos sexuais e reprodutivos; defender a laicidade do Estado, nos posicionando contra a PEC99/11, que confere às instituições religiosas o poder de questionar leis na STF. Combater também a repressão policial que humilha e assassina a juventude negra e periférica, os Amarildos de todo o Brasil. Devemos nos engajar em campanhas pela desmilitarização da Polícia Militar, e em favor de cotas raciais e sociais nas universidades públicas.”[15]

 

Interessante frisar ainda sobre o “PT com barba, camisa do “tche” e havaiana” que quando da saída da Ex-Senadora Heloísa Helena (fundadora do PSOL) ela declarou: “Eles me obrigaram a defender o aborto, e vi que não era mais o partido que fundei”[16]. Liberdade… Sei… Me engana que eu gosto…

 

Essa liberdade o PT já disse que tinha, mas quando dois deputados (hoje ex) decidiram se manifestar contra o Aborto, foram punidos com expulsão.[17]

 

Conforme vimos alguns exemplos de partidos políticos que estão completamente enraizados comunismo/socialismo que faz do Homem apenas um elemento social, não um ser criado e amado por Deus. E esse pensamento traz consequências terríveis em diversos aspectos, que aqui só quero destacar um: A prática sistemática da morte de crianças como método conceptivo.

 

Esse tema já foi bastante tratado pelos documentos da Igreja, o qual quero destacar um, escrito por São João Paulo II, o Papa das famílias: “Aprofundando agora a reflexão delineada, e fazendo ainda referência ao que foi dito nas Encíclicas Laborem exercens e Sollicitudo rei socialis, é preciso acrescentar que o erro fundamental do socialismo é de carácter antropológico. De facto, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de tal modo que o bem do indivíduo aparece totalmente subordinado ao funcionamento do mecanismo económico-social, enquanto, por outro lado, defende que esse mesmo bem se pode realizar prescindindo da livre opção, da sua única e exclusiva decisão responsável em face do bem ou do mal. O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autónomo de decisão moral, que constrói, através dessa decisão, o ordenamento social. Desta errada concepção da pessoa, deriva a distorção do direito, que define o âmbito do exercício da liberdade, bem como a oposição à propriedade privada. O homem, de facto, privado de algo que possa «dizer seu» e da possibilidade de ganhar com que viver por sua iniciativa, acaba por depender da máquina social e daqueles que a controlam, o que lhe torna muito mais difícil reconhecer a sua dignidade de pessoa e impede o caminho para a constituição de uma autêntica comunidade humana.

Pelo contrário, da concepção cristã da pessoa segue-se necessariamente uma justa visão da sociedade. Segundo a Rerum novarum e toda a doutrina social da Igreja, a sociabilidade do homem não se esgota no Estado, mas realiza-se em diversos aglomerados intermédios, desde a família até aos grupos económicos, sociais, políticos e culturais, os quais, provenientes da própria natureza humana, estão dotados — subordinando-se sempre ao bem comum — da sua própria autonomia. É o que designei de «subjectividade» da sociedade, que foi anulada pelo «socialismo real».[18]

 

Conforme vimos, a doutrina da Igreja enxerga o Homem completo, não como um substrato social, assim a análise social falsa impede de enxergarmos o óbvio. O aborto é de fato um assassinato pois nele morre uma pessoa (no mínimo).

 

Agora eu pergunto a você, caro amigo(a). Seu pároco, Bispo ou comunidade tem feito companha para algum político das siglas acima dentro de sua paróquia ou diocese?

 

Faço uma proposta. Faça a ele as seguintes perguntas:

 

  • Qual é sua opinião sobre o aborto de crianças em plena condição de nascerem vivas?
  • Qual a posição do seu partido?

  • Você pode contrariar seu partido?

  • Contrariar a determinação partidária resulta em alguma punição?

  • Essa poderia ser a perda do mandato ou a expulsão?

  • Estaria disposto a sofrer estas punições para defender a vida?

  • Poderia se comprometer PUBLICAMENTE antes do pleito DE PREFERÊNCIA POR ESCRITO ou em VÍDEO?

  • Se comprometeria em politicas públicas para a promoção da vida, promovendo métodos contraceptivos naturais como o Método Billings e outros ensinando as pessoas o valor da vida e responsabilidade da vida de uma criança?

  • Se compromete em levar essa discussão para o partido para todos possam apoiar os métodos naturais?

 

 

Por favor, se algum candidato fizer isso (dos partidos citados ou não) nos envie que publicaremos aqui.

 

Marco Antonio Alencar de Mesquita

Maria Regina Caeli intercedenti

 


 

Referências.

1 - Gaudium et spes - n.° 75 - http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html

2 - http://www.cnbb.org.br/artigos-dos-bispos-1/dom-roberto-francisco-ferreria-paz-1/14826-cartilha-para-o-eleitor-2014

3 - Área “Por um Brasil de homens e mulheres iguais -  https://www.pt.org.br/wp-content/uploads/2014/03/Resolucoesdo3oCongressoPT.pdf

4 - http://vida.aaldeia.net/metodo-muco-cervical-billings/

5 - http://www.boasaude.com.br/artigos-de-saude/4461/-1/05-qual-e-a-eficacia-dos-preservativos.html

6 - http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/ministerio-da-saude-revoga-portaria-que-definia-valor-de-aborto-terapeutico-no-sus-12651190

7 - https://docs.google.com/file/d/0B9OkSrCIvhFlWVh0eDM4dmlUQTk0M2tvLTFKVW9hZTlPbnFB/edit

8 - http://www.justicaeleitoral.jus.br/arquivos/tse-estatuto-do-partido-pps-de-16-12-2013-aprovado-em-11-6-2014

9 - http://mulheres.pps.org.br/helper/show/147865#

10 - http://admin.paginaoficial1.tempsite.ws/admin/arquivos/documentos/comite_central/estatuto_do_partido_comunista_do_brasil_-_pcdob/estatuto_pcdob.pdf

11 - http://admin.paginaoficial1.tempsite.ws/admin/arquivos/biblioteca/2a._conferencia_-_resolucoes36135.pdf

12 - http://www.pco.org.br/pco/programa.htm

13 - http://www.pco.org.br/pco/estatuto.htm

14 - http://www.pdt.org.br/mulher/?page_id=50#body-part

15 - http://www.psol50.org.br/site/noticias/2541/conjuntura-nacional---resolucao-aprovada-no-4a-congresso-nacional-do-psol

16 - http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/09/heloisa-helena-abandona-psol-desabafa-me-obrigaram-defender-aborto.html

17 - http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/pt-usa-o-codigo-de-etica-e-pune-dois-parlamentares-seus-com-raro-rigor-o-que-foi-que-eles-fizeram/

18 - Centesimus annus - 13 - http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_01051991_centesimus-annus_po.html

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