Igreja Una Santa Católica e Apostólica


Torcedora do Grêmio e a Self com Malafaia. O que elas tem em comum?

11/09/2014 12:00

Inicialmente gostaria de dizer que não se trata de uma defesa do pastor Silas Malafaia. Não tenho nenhum interesse em debater coisas que ele disse e pensa por dois motivos.

1 - Tô nem ai pro que diz;

2 - Menos ainda para o que ele pensa.

 

Feitos os esclarecimentos devidos vamos começar.

Há algumas semanas o Brasil se viu em alvoroço pelo fato de que uma menina torcedora do grêmio havia sido filmada chamando o goleiro Aranha do Santos de 'Macaco'. Imediatamente a torcedora foi identificada, "processada, julgada e teve sua sentença executada pelas redes sociais".

A moça foi identificada em minutos, sofreu suspensão do trabalho, foi posteriormente demitida e a vida de sua família virou um caos.

Muitos meios de comunicação nos primeiros momentos diziam que era 'racismo', mas a qualificação de racismo é bem diferente como eu já escrevi em meu site pessoal. Voltaram atrás começaram a chamar o caso de injúria com conotação racial - de forma correta - após exaustivas entrevistas sobre o tema.

Deixe-me adiantar que eu sou completamente a favor da responsabilização criminal dela pela estupidez que fez, mas compete ao ofendido a perseguição da condenação, não eu.

Assim, começou uma verdadeira campanha contra o racismo onde emissoras se acotovelavam para transmitir o abraço que selaria a paz entre a infeliz torcedora e o goleiro que pelo visto não acontecerá.

 

Em entrevista a torcedora xingadora informou “não era minha intenção”, “só queria ver gol”, “gritei no calor do momento quando todos xingaram”. De fato, a torcedora tem razão. Havia uma incitação grande na torcida, centenas de pessoas gritavam e ela por absoluta estupidez (que não exclui sua responsabilidade) também xingou. Os xingamentos foram mantidos pela torcida (mesmo sem a torcedora) o que prova que ela não incitou o ódio, mas foi conduzida por ele.

Fiquei acompanhando o interesse do brasileiro sobre o tema. Só observando.

***

Essa semana outro fato tomou o noticiário e as redes sociais.


Uma mulher tirou uma foto na frente do pastor Silas Malafaia em um avião com dizeres “Abra sua mente, gay também é gente” e postou em uma rede social. Viralizou.

Muito ‘elogiada’ por sua atitude ‘corajosa’ a jovem passou a ser ‘exemplo a ser seguido’ contra a ‘intolerância’. 

Mas aqui vai uma pequena pergunta: Malafaia já falou alguma vez que gay não é gente?! Sinceramente não sei.

Como disse não sei o que ele disse ou o que pensa (e nem me interessa), mas vejo de forma BEM objetiva os fatos. Ele foi vítima do mesmo crime do goleiro Aranha.

 

Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:

Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa.

§ 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência:

Pena - reclusão de um a três anos e multa.

Conforme se percebe a torcedora do Grêmio amparada no grito geral da torcida desqualificou o goleiro pelo fato de sua cor de pele. Já ao que parece, o avião inteiro não gritava “Malafaia Honofóbico” para justificar o apelo emocional coletivo. Foi à decisão tomada por refletir aquilo que ela sentia: Desprezo pela opinião do Malafaia exclusivamente por sua religião.

 

Então quais os motivos de uma ser a vilã social mais perigosa e asquerosa da sociedade brasileira e a outra ser heroína?

 

1 – A vontade de ser politicamente correta que o brasileiro apegou-se nos últimos anos. Devo frisar que politicamente correto como estereótipo.

2 – A crescente onde de antiteísmo (sim, não é ateísmo, é antiteísmo);

 

Esse dois fatores estão absolutamente presente em nossa sociedade e vão cada vez mais sendo inseridos para crianças, jovens e adultos.

 

Ou seja, chamar alguém de ‘macaco’ é errado (de fato é), mas zombar da fé e da opinião baseada na fé de alguém passa a ser tolerado em nome de uma ‘liberdade de expressão’. Veja bem que em nenhum momento estou falando de divergência teológica, mas sim de ódio contra a pessoa, ok?

 

Relativizando isso posso então cometer crimes de injúria e realizar o engodo de que trata-se de liberdade de expressão, Duvida?!

Assim, poderia a moça do avião aparecido com uma faixa escrita “Por favor, não exploda o avião” tendo ao fundo um casal islâmico que estaria tudo certo?

 

Ou a moça do avião aparecido com uma faixa escrita “doe sangue” tendo ao fundo um casal de testemunha de Jeová?

 

Ou a moça do avião aparecido com uma faixa escrita “chuta que é macumba” tendo ao fundo um casal de umbandistas?

 

Ou a moça do avião aparecido com uma faixa escrita “Vamos apostar uma corrida” tendo ao fundo um casal de deficientes físicos?

 

Não consigo ser ‘seletista’ como alguns são. Por qual motivo 2 condutas criminosas idênticas não seriam punidas da mesma forma?

 

Alguns em nome de uma liberdade de expressão falsa defenderiam que ela estava apenas manifestando a sua opinião. Bem, você seria capaz de defender com o mesmo argumento a torcedora gremista? Em caso positivo, manifeste-se PUBLICAMENTE em todas as suas redes sociais com a seguinte frase: “A TORCEDORA GREMISTA NÃO COMETEU NENHUM CRIME DE INJÚRIA COM CONOTAÇÃO AO PRECONCEITO DE COR, ELA SÓ ESTAVA EXPONDO O SEU PONTO DE VISTA SOBRE A QUESTÃO E UTILIZANDO DO SEU DIREITO DE LIVRE EXPRESSÃO”. Por favor, me adicione na respectiva rede social, pois eu terei o prazer de curtir (ou retuitar) o seu comentário.

 

Caso contrário, por favor, apenas pense que os crimes (sim, crimes) foram cometidos e cabem aos ofendidos perseguirem a sua condenação.

Percebam a diferença entre os casos:

No caso da torcedora, ela, incitada pela torcida proferiu a injúria e foi flagrada por uma emissora de TV.

No outro, uma mulher sem incitação externa (aparente) decide por sua vontade escreve a injúria, tira a foto e publica......

Ou seria permitido injuriar o pastor por sua opinião Cristã? Pois: “afinal, se ele não mantêm o grupo de linchamento gay, no mínimo é ladrão”.

 

Repito aquilo que já fiz questão de destacar no início. Não se trata de uma defesa de Silas Malafaia, pessoa a qual não nutro nenhuma simpatia, não leio seus livros, não frequento seu templo, não vou em suas reuniões. Mas apenas para alertar aos católicos que em breve seremos nós.

 

 

Maria Regina Caeli intercedenti

 

Marco Antonio Alencar de Mesquita

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