Segunda-Feira Santa de 2015

29/03/2015 21:47

“Grandes coisas o Senhor nos promete no futuro”! (…) Muito mais incrível é o que já aconteceu: Deus morreu pelos homens.” _Santo Agostinho

Após a entrada triunfante de Nosso Senhor em Jerusalém onde o povo o aclamava como Rei, Jesus se dirige aos seus amigos, Maria, Marta e Lázaro.

Ele queria está próximo dos seus, prevendo o grande acontecimento que estava por vir.

Marta O servia, Lázaro provavelmente conversava e Maria, pega um vaso “nardo puro e muito caro” e joga nos pés de Jesus e isola com os cabelos.

Judas Iscariotes vendo aquilo se indigna e solta: “Por que não se vendeu este perfume por trezentas moedas de prata, para as dar aos pobres?”.

O Mestre sabendo das intenções do seu coração diz: “Deixa-a; ela fez isto em vista do dia de minha sepultura. Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis.”.

Quantas vezes somos impulsionados a querer somente “fazer o social” e deixarmos de lado o que realmente importa?

O pecado sempre nos leva a buscar rápidas saídas para alcançarmos os nossos objetivos de mortes que são sempre disfarçados em “é para uma boa causa”. Usar dos pobres sempre foi a maneira mais sutil de roubar das pessoas e isto é feito até os dias de hoje e pelo que vemos nos noticiários está longe de acabar.

O Evangelho deixa claro que sempre é preciso dar a maior glória a Deus, das pequenas as grandes coisas, observando o primeiro mandamento: amarás o Senhor teu Deus de todo coração de toda a sua alma de todo o seu entendimento.

Se o seu coração está nas coisas que passam, se o seu entendimento está naquilo que é supérfluo e sua alma está carregada de um peso que não lhe deixa progredir nas boas obras como poderá amar a Deus sobre todas as coisas?

Pobres sempre tereis, Mas a Deus nem sempre!

Nunca que a obra de caridade será maior que o motivo pela qual o faz: O amor a Deus! Se a obra não for por amor Àquele que se entregou por nós de nada vale. Fica sendo um assistencialismo barato e defeituoso. É apenas um jogo de interesses onde quem sempre perde é o lado mais fraco, ou seja, os pobres.

A pobreza material só poderá ser combatida quando a mediocridade espiritual for dissolvida. Uma é proporcional à outra.

O Servo Sofredor só terá a sua “vingança” quando Ele for exaltado nos corações, onde o desagravo for por completo às almas daqueles para o qual se entregou ao Pai como vítima perfeita de oblação.

Muitos Judas ainda estão por ai querendo encher suas bolsas em nome dos pobres, e ainda dizendo que é para Deus. Mas o Dia do Senhor virá e quando forem pedidas as contas nada mais entregarão que um saco vazio, sem obras, sem valor algum. E nada mais poderá fazer o Senhor.

Cada um põe aos pés do Senhor o que aquilo que lhe convém, os mais humildes entregam o tudo que tem a alma, o trabalho, o pensamento, à vontade.

Os orgulhosos retiram, roubam, corrompem.

Peçamos a Deus que nos ajude a não sermos como Judas, o traidor, que nossos pensamentos não nos traia em pensar que podemos viver sem o Senhor e sua Igreja.

Pax Vobiscum

Leonardo de Souza.

 

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