Papa Francisco - 1 ano de Pontificado

16/03/2014 17:41

Quem esperava aquela fumaça branca na tarde de quarta-feira com toda certeza nem imagina o estaria por vir com a eleição do novo Pontificex Maximus da Santa Igreja Católica.

Ninguém tinha em mente, a não serem os Cardeais que o nosso Papa seria um latino, e ainda por cima argentino, deixando mais alguns anos os italianos fora do papado (lembrando que o João Paulo II foi o primeiro em 456 anos, seguido por Bento XVI e agora Francisco).

As perguntas que vinham a nossa mente eram: O novo Papa após o saudoso e incomparável Bento XVI conseguiria dar continuidade o que ele havia começado? Como será o seu nome? Como ele se comportará diante de um mundo tão materialista e tão anticatólico como está ultimamente? Qual a sua linha de conduta na Igreja?

Os mais desavisados queriam um que ordenasse mulheres ao sacerdócio, aprovasse o aborto, abolisse o celibato, abençoasse casamento do mesmo sexo e a lista vai aos montes.

Mas ninguém esperava que fosse Mario Jorge Bergoglio, o escolhido pelos cardeais. Como ele mesmo disse: Parece que os meus irmãos Cardeais tenham ido buscá-lo quase ao fim do mundo… Eis-me aqui!” (Papa Francisco ás 20 horas e 30 minutos em Roma).

Não sou um vaticanista para analisar o que acontece na Cúria Romana, com todos os argumentos por que disso ou daquilo que acontece no Vaticano, sou um católico que acima de tudo aprendeu amar o Papa e o papado, seja ele quem for.

Muitos criticam a forma de governo do Papa e sua conduta, sua simplicidade e sua forma de expressar espontaneamente em meios aos discursos, sem o cuidado de ler somente o que está escrito no papel. Há quem ache que sua humildade está exagerada e que como todo líder latino-americano estaria usando do chamado “populismo” como bem sabemos como acontece no Brasil e toda América Latina e com isso ele acaba menosprezando o cargo que Deus lhe confiou de Vigário de Cristo e que todos esperam que ele fosse reformar a Igreja ao nosso gosto, ao nosso “estilo”. Graças a Deus que não!

Papa Francisco é um jesuíta e quem já teve a graça de conhecer os filhos de Santo Ignácio de Loyola (falo dos verdadeiros filhos, não os que se julgam e entendam como bem entender) sabe o quanto dinâmico são. Sabe o quanto são desapegados a bens matérias e despojados em si mesmo.

Certa vez conheci um que foi celebrar em um lugar, mas não tinham levado a estola para ele se paramentar. O que faria o jesuíta que com seu hábito preto de tão surrado estava quase branco? Sem se apegar a rubrica pegou uma alfaia que cobria o ambão da palavra enrolou pôs no pescoço e disse: Vamos celebrar!

Note-se bem que não estou aqui defendendo o mau uso dos paramentos, a falta de zelo, a falta de amor Eucarístico, e tudo mais que possam me acusar, falo da dinâmica, do dyanamis, aquela energia, da força de levar o Evangelho onde quer que seja e da forma que seja.

Pois bem, fechando o parênteses  desse comentário e voltando ao Papa, vê-se que ele tem essa “dinâmica” para com o seu cargo. Foi o que deu pra sentir nesse primeiro ano.

Aos que acusam de menosprezar o seu cargo de Vigário de Cristo, creio que ele esteja exercendo outro de grau tão elevado quanto este: O de Pontifex Maximus!

Pontifex Maximus em latim significa Máximo Construtor de Ponte ou Supremo Construtor de Pontes.

Como não enxergar isso no Papa Francisco? Como não entender que este jugo que Deus lhe confiou é assim que ele exercer?

Francisco consegue ser o elo entre o pobre e o rico, o chefe de estado e os estudantes que faz um selfie na Basílica Romana, entre o doente e o mais cheio de suas forças.

Francisco é a ponte que leva o mundo hedonista a pensar o que leva o maior chefe de estado e líder de meio mundo a não querer a glória que este cargo possa lhe dar, porque simplesmente não entendem que não existe glória neste cargo. É serviço!

Se eu, pois, sendo Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros; porque vos dei exemplo, a fim de que, como eu fiz, assim façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou.

Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes.” (Jo 13,14-17)

 

Quem pode acusar o Papa de não fazer o que Jesus fazia quando Ele judeu, falava com a Samaritana? Quando curava em um sábado? Quando acolhia o pecador?

Que estas palavras minhas nunca seja m usadas para comparação a Bento XVI que será sempre o meu “Papa preferido”. E como já dizia Leão XII “É prova de uma submissão pouco sincera estabelecer uma oposição entre um Pontífice e outro” 

Que Deus dê vida longa ao Papa Francisco! Que vivas tanto ou mais que Pedro!

Onde está o Papa, lá estará a Igreja de Cristo e o católicos com ele.

Pax Vobiscum

Por Leonardo de Souza

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