Igreja Una Santa Católica e Apostólica


Padres - In Persona ou In Christi?

13/04/2013 08:09

É preciso refletir, pois estamos em um tempo onde fé, doutrina, tradição e os costumes estão relativizados, tudo esta caminhado para uma “normalização” anormal!

Estamos em um tempo que se faz necessário defender a fé, não somente nas redes sociais, que pouco ou nada contribuem, pois esta tudo se invertendo nos valores.

Quando observamos, que leigos, estão tomando o papel de defensores da fé, argumentadores da doutrina e do sagrado é por que aqueles à quem Nosso Senhor confiou á docência estão falhando, quando escutados do púlpito/presbitério da Igreja, pregações sem conteúdos, sem doutrina, sem fidelidade e somente uma linguagem de inculturação, vemos claramente que o afastamento da fidelidade querida por Deus está em alto nível.

Os leigos fiéis deveriam ir á Igreja para aprender dos sacerdotes, mas a falha é tão grande, que temos hoje conteúdo para ensinar muitos sacerdotes, que se tornaram bons carreiristas, bom administradores, mas péssimos “curas de alma”.

No Brasil, são poucos padres falando de alma, de salvação eterna, de juízo particular, juízo final (escatologia) e diariamente almas se encontrão com Deus em seu juízo! Poucos defendem o zelo litúrgico, a fidelidade a Roma, e a doutrina dos apóstolos e enquanto isso milhares se “encontram” com o falso, com heresias, com fantasias e creem profundamente estarem no caminho certo, para quem irá esta divida? “Vão colocar na conta do Papa?” (Capitão Nascimento)

A Igreja como sempre precisou e precisa de seus membros uma fidelidade, nestes tempos que são os últimos (por que é o nosso tempo que se finda com a morte) aqueles que passam por nossas vidas, querem escutar de nós a verdade de Cristo e se o corpo docente não esta clamando dos telhados (púlpitos/presbitério) ás pedras (leigos) terão que clamar! É uma inversão de valores que adentrou no Templo Santo de Deus.

O inimigo de Deus atacou de forma precisa e cirúrgica, atacou no berço, feriu a formação dos seminários, pois pervertendo doutrinariamente deste o começo, consegue lá na frente à perversão coletiva, fez de bons sacerdotes escravos de sua imagem em forma de piedade. Pois, ao tempo que existem padres infiéis, onde a iniquidade tomou conta do seu ministério, existem também aqueles que em vista de anunciar o Reino, converteram se em “show man” e a falta de conhecimento doutrinário por parte do rebanho da Igreja é tão grande que o seu ministério sacerdotal tornou se ídolo, fã ou pior seguidor de rede social, de palavras bonitas, mas não de palavras eternas.

Portanto, o sacerdote que age in persona Christi Capitis e em representação do Senhor, nunca age em nome de um ausente, mas na própria Pessoa de Cristo Ressuscitado, que se torna presente com a sua ação realmente eficaz. Age de fato e realiza o que o sacerdote não poderia fazer: a consagração do vinho e do pão para que sejam realmente presença do Senhor, a absolvição dos pecados. O Senhor torna presente a sua própria acção na pessoa que realiza tais gestos. Estas três tarefas do sacerdote que a Tradição identificou nas diversas palavras de missão do Senhor: ensinar, santificar e governar na sua distinção e profunda unidade são uma especificação desta representação eficaz. São na verdade as três acções do Cristo Ressuscitado, o mesmo que hoje na Igreja e no mundo ensina e assim cria fé, reúne o seu povo, cria presença da verdade e constrói realmente a comunhão da Igreja universal; e santifica e guia. (Munus docendi - Papa Bento XVI)

Por Junior Mathias

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