O homem que perdeu a cabeça pelos delírios de uma mulher

29/08/2013 20:09

Hoje dia 29 de agosto a Santa Igreja celebra o martírio de São João Batista.

 João Batista é o único santo em que se celebra o nascimento e a morte dentro do calendário litúrgico, fato que mostra a sua importância para nós católicos. Mais velho de nascimento que seu primo Jesus, João teve um papel fundamental para a vida pública de Nosso Senhor : Indicou quem era Ele –“Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29).

A narrativa do Evangelho de Marcos (Mc 6,17-29) João é mandado pra cadeia porque denunciou o adultério do Rei Herodes com sua cunhada Herodíades :“Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”.(Mc 6,18) O que fez ser inimigo mortal de Herodiádes e que procurava um jeito de matá-lo.

Herodes que era um fraco, não tinha coragem de matar João, por saber que ele era justo e santo. Mas por que ele não o libertou? Por que ele continuou mantendo João na prisão? Ele não tinha força para combater o pecado que estava acometido, o adultério!

O adultério o fez ser refém de si mesmo e de suas más paixões, mesmo sendo um rei.

Herodes gostava de ouvir João falar e ficava embaraçado com suas palavras, mas não tinha a coragem de mudar de vida e medo de perder a vida, o status, o reino e a mulher que nem dele era.

João que não tinha medo do futuro e viva no deserto nada tinha perder, nem a vida, pois ela já era de Deus. E uma vida entregue a Deus não se perde, só ganha!

Pois bem! Chegou a hora de João fazer parte daqueles “que seguem o Cordeiro para onde quer que vá” (Ap. 14,4).

No dia do aniversário de Herodes, estava reunida toda a corja de pessoas ricas e importantes do reino e aparece Salomé, linda e exuberante na flor da idade. Claro que os velhos babões ficaram loucos!

Salomé os “enfeitiçou” com uma dança, com sua forma de chamar a atenção do rei.

O rei que levado pelo seu pecado de querer mais e mais, não contente somente com a mãe queria também a filha (é mole?) e no ápice da loucura e com a testosterona a mil bradou: “Pede-me o que quiseres e eu te darei.” (Mc 6,22).

Com certeza ela deve ter feito cara de espanto, por que ele era o Rei! E não satisfeito se lascou de vez jurando: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”.(Mc 6,23).

Pronto! Era a deixa que Herodíades queria! A moça que usou o corpo para seduzir o rei não sabe o que pedi e pede um conselho pra mãe que logo pede a cabeça de João Batista numa bandeja!

O babaca do rei sentiu o peso das palavras que ele mesmo proferiu e não pôde voltar atrás no juramento , e apesar de triste mandou trazer a cabeça de João!

João Batista “perdeu”a cabeça por causa da insanidade de Herodiádes, porque pelo Herodes ele nunca iria morrer.

Hoje vemos as mulheres querendo direitos sobre aquilo, direito sobre isto, mas na verdade essas mulheres não querem o Direito, mas o errado!

Não contentes com o que têm, muitas Herodíades de nosso tempo vêm colocando a cabeça de muitos santos nas bandejas. Muitas vão para as ruas marchando mostrando seus corpos (na maioria das vezes nem de longe deve ser parecido com a Salomé) bradando CORPO MEU! MINHAS REGRAS! MINHA VONTADE!

Infelizes que se denominam livres, mas são sempre escravas de si mesmas.

Hoje em dia é “legal” zombar do sagrado, das coisas santas, do matrimônio, da maternidade e se você não entrar nesta onda acaba sendo um João Batista.

João não negou a sua vocação de ser profeta, aliás o último do Antigo Testamento e o primeiro do Novo Testamento, e levou até o fim.

Os “Herodes” da vida, não tem coragem de lutar contra o mundo, as “Herodiades” querem sugar até a última gota que puder, as “Salomés” não vão se saciar enquanto não levarem todos para os infernos com suas seduções e os vários “Joãos Batistas” vão sempre perecer pela verdade!

Morrer pela verdade e com a verdade é que vale a pena; é o que fez João Batista ser celebrado in perpetuum no dia de hoje e só pra confirmar isso no Evangelho é afirmado que esta data era a festa de aniversário de Herodes (Mc 6,21), e ninguém se lembrou de comemorar!

 

Por Leonardo de Souza

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