Igreja Una Santa Católica e Apostólica


No fim... todos serão salvos?!

26/08/2013 16:46

Quantas vezes não deparamos com um discurso até mesmo dentro da Igreja realizados por clérigos ou leigos, que dá a entender que todos serão salvos! Que Deus em sua infinita misericórdia seria incapaz de condenar uma só alma que seja!

Esta prática terrível e enraizada de um ecumenismo fajuto tem sombreado o discurso dentro de nossas Igrejas, onde o “medo” de clamar ao povo o pedido de Nosso Senhor: ... “fazei penitência e crede no Evangelho.” (Mc 1, 15), tem caido no des uso e relativizando como se a boa vontade das nações já fosse uma certeza absoluta de salvação! E muitas vezes este discurso é ainda agressivo não com os incrédulos, mas com os credulos, aqueles que a todo custo tentam e se esforçam juntamente com a graça para observar os preceitos, as leis e mandamentos de Deus e de sua Igreja, não deixando se levar pela onda de “Jesus Paz e amor” mas sim na observancia e violencia que o Evangelho nos convida.

"Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade" (1Tm 2,4).

Se este discurso “amável” fosse realmente o que os apóstolos pregaram e viveram, teriam eles sido mártires? Existiria a necessidade da vida missionária? Quem este errado Jesus, ou os apologistas de um evangelho da conveniência?

É claro que pregar um Evangelho que não agrida primeiramente nossa vida moral, o censo de verdade e doutrina é muito cômodo, pois agradamos á “Gregos e Troianos” e somos sempre bem vistos, mas porque atacar aqueles que são conservadores, fiéis, observadores dos preceitos, desejosos de santidade, nunca é pejorativo? Pode chamá-los a vontade de fariseus e poucos se importam?

Trabalhai para vossa salvação com temor e tremor, pois é Deus quem, segundo a sua vontade, realiza em vós o querer e o fazer (Fl 2,12-13).

Sabemos claramente que Deus pode usar caminhos insondáveis a nós, para dar a sua Salvação, mas esta é a forma extraordinária da ação de Deus, pois a ordinária Ele deixou na sua Igreja:

Como sacramento, a Igreja é instrumento de Cristo. "Nas mãos dele, ela é o instrumento da Redenção de todos os homens" o sacramento universal da salvação" pelo qual Cristo "manifesta e atualiza o amor de Deus pelos homens". Ela "é o projeto visível do amor de Deus pela humanidade" que quer que o "gênero humano inteiro constitua o único povo de Deus, se congregue no único Corpo de Cristo, seja construído no único templo do Espírito Santo". (Catecismo §776)

Hoje em muitos púlpitos ou presbitérios palavras como CONDENAÇÃO, SALVAÇÃO ETERNA, INFERNO, PERDIÇÃO... estão proibidas em nome do “coleguismo”, mas ou Nosso Senhor mentiu para nós e “estamos perdendo tempo” ou estes estão mentindo? Quem esta falando a verdade?

O caminho de Cristo "conduz à vida", um caminho contrário "leva à perdição". A parábola evangélica dos dois caminhos está sempre presente na catequese da Igreja. Significa a importância das decisões morais para nossa salvação. "Há dois caminhos, um da vida e outro da morte; mas entre os dois há grande diferença. (Catecismo §1696)

Será que Nosso Senhor, tratará sua Igreja com tanto rigor quanto a cidade de Cafarnaum, onde Ele deixou todos os meios salvificos? E tu, Cafarnaum, serás elevada até o céu? Não! Serás atirada até o inferno! Porque, se Sodoma tivesse visto os milagres que foram feitos dentro dos teus muros, subsistiria até este dia. (Mt 11, 23)

Quando vemos este tipo de contradição com os ensinamentos da Igreja, das Escrituras e da Tradição em relação á salvação, devemos muito nos preocupar, pois em nome de um dialogo, perde se a chance de Evangelizar para salvar aos outros do erro e também a nossa salvação, pois não se coloca a “luz do candeeiro em baixo da cama”.

Para terminar que tal vermos o que São Pedro nos diz em sua carta:

“Assim como houve entre o povo falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos doutores que introduzirão disfarçadamente seitas perniciosas. Eles, renegando assim o Senhor que os resgatou, atrairão sobre si uma ruína repentina. Muitos os seguirão nas suas desordens e serão deste modo a causa de o caminho da verdade ser caluniado. Movidos por cobiça, eles vos hão de explorar por palavras cheias de astúcia. Há muito tempo a condenação os ameaça, e a sua ruína não dorme. Pois se Deus não poupou os anjos que pecaram, mas os precipitou nos abismos tenebrosos do inferno onde os reserva para o julgamento; se não poupou o mundo antigo, e só preservou oito pessoas, dentre as quais Noé, esse pregador da justiça, quando desencadeou o dilúvio sobre um mundo de ímpios; se condenou à destruição e reduziu à cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra para servir de exemplo para os ímpios do porvir; se, enfim, livrou o justo Lot, revoltado com a vida dissoluta daquela gente perversa  (esse justo que habitava no meio deles sentia cada dia atormentada sua alma virtuosa, pelo que via e ouvia dos seus procedimentos infames), é porque o Senhor sabe livrar das provações os homens piedosos e reservar os ímpios para serem castigados no dia do juízo, principalmente aqueles que correm com desejos impuros atrás dos prazeres da carne e desprezam a autoridade. Audaciosos, arrogantes, não temem falar injuriosamente das glórias, embora os anjos, superiores em força e poder, não pronunciem contra elas, aos olhos do Senhor, o julgamento injurioso. Mas estes, quais brutos destinados pela lei natural para a presa e para a perdição, injuriam o que ignoram, e assim da mesma forma perecerão. Este será o salário de sua iniqüidade.”(2 Pd 2, 1-12).

 

Por Junior Mathias

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