Igreja Una Santa Católica e Apostólica


No calor das Mãos de Deus

27/08/2013 15:30

Sabe aquele dia em que você acorda atrasado, sai correndo pela rua terminando de se vestir para o trabalho? Bem, saiba que você perdeu uma boa oportunidade de olhar ao seu redor e ver a beleza da criação de Deus.

 

Eu - como a grande maioria das pessoas - tenho uma vida corrida. Compromissos, horários, trânsito, problemas também fazem parte da minha vida. Como moro no Rio de Janeiro, vejo Cristo Redentor todos os dias nas minhas “andanças”.

 

Outro dia estava em um engarrafamento indo para um compromisso e fiquei olhando o Cristo Redentor do alto do Corcovado… Olhei o Céu ao seu redor…. Azul, sem nenhuma nuvem e logo lembrei do Salmo 18, que diz: “Narram os céus a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos.” (Sl, 19(18), 2).

 

Olhando toda aquela beleza do céu, das aves, das montanhas… Narram os céus a glória de Deus. Como não olhar aquela imensidão e não se sentir pequeno? Como não olhar aquela imensidão e não sentir Deus tão grande? Os céus narram às glórias de um Deus poderoso, Senhor, pai, bom! Que tudo nos dá. Um Deus que manifesta a sua glória extraordinária na beleza ordinária, normal, cotidiana que muitas das vezes não nos damos conta. O Deus do extraordinário age com simplicidade. Aquilo que é intocável pela mão humana anuncia a obra das suas Mãos Divinas.

 

Ainda recordando alguns versículos do Salmo 18, e dessa relação próxima de Deus (aquele que fez com as suas mãos) e sua criação, me lembrei de um detalhe: “Nada se furta ao seu calor” (v7).

 

Deus ilumina a sua criação com o Sol e nada foge do seu calor, para o Homem ele dá o seu calor, não distante, mas o calor que provém da mesma Mão Criadora, a Mão de sua lei, a Mão de sua presença. Olhar a criação de Deus é olhar para si como uma verdadeira obra de amor de um Deus que não cessa de manifestar o Seu amor! O calor das Mãos de Deus nos acalma. Nos deixa menos perdidos durante as nossas correrias do dia-a-dia.

 

Tem uma música do Padre Zezinho, bem antiga, “a ti meu Deus” que em seu refrão diz:

 

“A tua ternura Senhor vem me abraçar /

E a tua bondade infinita me perdoar /

Vou ser o teu seguidor e te dar o meu coração /

Eu quero sentir o calor de tuas mãos”

 

A falta de proximidade de Deus faz-nos esquecer desse calor das mãos, desse toque, dessa presença que se manifesta na criação, em você e em mim!

 

Que Deus nos torne cada vez mais ciente que somos moldados em suas preciosas Mãos e que por isso, devemos querer ser sempre aquecidos por esse calor.

 

Salmo 19(18), 2-7

2. Narram os céus a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos. 3. O dia ao outro transmite essa mensagem, e uma noite à outra a repete. 4. Não é uma língua nem são palavras, cujo sentido não se perceba, 5. porque por toda a terra se espalha o seu ruído, e até os confins do mundo a sua voz; aí armou Deus para o sol uma tenda. 6. E este, qual esposo que sai do seu tálamo, exulta, como um gigante, a percorrer seu caminho. 7. Sai de um extremo do céu, e no outro termina o seu curso; nada se furta ao seu calor.

 

 

Por Marco Antônio

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