Igreja Una Santa Católica e Apostólica


Na escola de São João Apóstolo – o discípulo amado e amante!

04/11/2013 23:09

“O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos contemplado e as nossas mãos têm apalpado no tocante ao Verbo da vida porque a vida se manifestou, e nós a temos visto; damos testemunho e vos anunciamos a vida eterna, que estava no Pai e que se nos manifestou.” (1 Jo 1-2)

 

Esta é a manifestação do Verbo de Deus em nós e para nós. Podemos tocar e não somente ouvir e contemplar Jesus Cristo, esta manifestação de sua presença é tocável (tangível).

Aquele que toca Jesus verdadeiramente se torna luz e nele não pode haver trevas, um convite e uma obrigação aos tocados pela graça de Deus.  “A nova que dele temos ouvido e vos anunciamos é esta: Deus é luz e nele não há treva alguma.  Se dizemos ter comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não seguimos a verdade.  Se, porém, andamos na luz como ele mesmo está na luz, temos comunhão recíproca uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.” (1 Jo 1, 5-8)

 

Ao mesmo tempo que este toque da graça faz nos observar e entender nossa condição realista de pecadores e que ao invés de nos decepcionar por esta condição do pecado, em nós, ela manifesta a ação salvífica do “toque”, que nos leva a reconhecer a condição e confessarmos: - Sou pecador! “Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.  Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniquidade. Se pensamos não ter pecado, nós o declaramos mentiroso e a sua palavra não está em nós.” (1 Jo 1, 8-10)

 

Tocar em Cristo é fazer se Cristo, uma obrigação aos tocados, proceder como Ele e Nele. Dai vem o imperativo: - Eu conheço! ou – Eu o toquei! Por isso guardo seus mandamentos e a verdade esta comigo, porque os guardo, ou seja, toquei e fui tocado! “Aquele que diz conhecê-lo e não guarda os seus mandamentos é mentiroso e a verdade não está nele. Aquele, porém, que guarda a sua palavra, nele o amor de Deus é verdadeiramente perfeito. É assim que conhecemos se estamos nele: aquele que afirma permanecer nele deve também viver como ele viveu.” (2 Jo 2, 4-6)

 

O verdadeiro tocar em Jesus nos leva ao toque no próximo. Toque de amor e sem isso não poderíamos dizer: - Fui tocado por Ele! “Aquele que diz estar na luz, e odeia seu irmão, jaz ainda nas trevas. Quem ama seu irmão permanece na luz e não se expõe a tropeçar. Mas quem odeia seu irmão está nas trevas e anda nas trevas, sem saber para onde dirige os passos; as trevas cegaram seus olhos.” (1 Jo 2, 9-11)

 

O homem tocado por Deus é novo e seus atos são novos e Deus caminha com ele para atitudes que tiram do seu coração, o toque do mundo! (lembre de da mulher que sofria de hemorragia e toca as vestes de Jesus?) “Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo. O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente.” (1 Jo 2,15-17)

 

O anti Cristo velado é aquele que diz ter tocado á Cristo, com palavras e não com atos e palavras. A unção de Cristo vem do toque da graça que exige esta conversão de princípios e atos, do portador do toque de Deus e este não nega esta presença do Pai e do Filho. “Vós, porém, tendes a unção do Santo e sabeis todas as coisas. Não vos escrevi como se ignorásseis a verdade, mas porque a conheceis, e porque nenhuma mentira vem da verdade. Quem é mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse é o Anticristo, que nega o Pai e o Filho. Todo aquele que nega o Filho não tem o Pai. Todo aquele que proclama o Filho tem também o Pai. Que permaneça em vós o que tendes ouvido desde o princípio. Se permanecer em vós o que ouvistes desde o princípio, permanecereis também vós no Filho e no Pai. Eis a promessa que ele nos fez: a vida eterna.” (1 Jo 2, 20-25)

 

Tocados por Ele e guiados na unção do ensinamento recebido da Igreja, para permanecer neste toque da verdade. “Quanto a vós, a unção que dele recebestes permanece em vós. E não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, assim é ela verdadeira e não mentira. Permanecei nele, como ela vos ensinou. E agora, filhinhos, permanecei nele, para que, quando aparecer, tenhamos confiança e não sejamos confundidos por ele, na sua vinda.” (1 Jo 2, 27-28)

 

Devemos lutar constantemente pelo não pecar jamais, luta esta que na condição humana é impossível, mas na certeza de que “para Deus nada é impossível”, pois é o desejo do coração amante de Deus, se tornar e o ver tal como Ele é. “E todo aquele que nele tem esta esperança torna-se puro, como ele é puro. Todo aquele que peca transgride a lei, porque o pecado é transgressão da lei. Sabeis que (Jesus) apareceu para tirar os pecados, e que nele não há pecado. Todo aquele que permanece nele não peca; e todo o que peca não o viu, nem o conheceu.” ( 1Jo 3, 2-6)

 

Reconhecemos ser pecador, mas não queremos o pecado, porque temos a certeza de sermos Filhos de Deus e manifestar esta semelhança na semente que inquieta nosso interior e deseja ser todo puro. “Sabeis que (Jesus) apareceu para tirar os pecados, e que nele não há pecado. Todo aquele que permanece nele não peca; e todo o que peca não o viu, nem o conheceu. Filhinhos, ninguém vos seduza: aquele que pratica a justiça é justo, como também (Jesus) é justo. Aquele que peca é do demônio, porque o demônio peca desde o princípio. Eis por que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do demônio. Todo o que é nascido de Deus não peca, porque o germe divino reside nele; e não pode pecar, porque nasceu de Deus. 0 É nisto que se conhece quais são os filhos de Deus e quais os do demônio: todo o que não pratica a justiça não é de Deus, como também aquele que não ama o seu irmão.” (1Jo 3, 5-10)

 

Esta luta inquietante entre nós e o pecado, deve triunfar pela expressão concreta do amor de vida, onde dia a dia, doamos este amor recebido no perdão, com obras e não somente com palavras, pois vamos confortando nosso “coração” que Deus conhece, colocando nosso “corpo” ao serviço Dele. “Nisto temos conhecido o amor: (Jesus) deu sua vida por nós. Também nós outros devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos. Quem possuir bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como pode estar nele o amor de Deus? Meus filhinhos,  não amemos com palavras nem com a língua, mas por atos e em verdade. Nisto é que conheceremos se somos da verdade, e tranquilizaremos a nossa consciência diante de Deus, caso nossa consciência nos censure, pois Deus é maior do que nossa consciência e conhece todas as coisas. Caríssimos, se a nossa consciência nada nos censura, temos confiança diante de Deus, e tudo o que lhe pedirmos, receberemos dele porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é agradável a seus olhos.” (1Jo 3, 16-22)

 

Permanecer em Deus exige de mim um ato de prostração da alma (coração) e do corpo (obras). Assim a verdade de Cristo habita em mim. “Eis o seu mandamento: que creiamos no nome do seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, como ele nos mandou. Quem observa os seus mandamentos permanece em (Deus) e (Deus) nele. É nisto que reconhecemos que ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu.” (1Jo 3, 23-24)

 

O Espirito de Deus em nós confessa a humanidade e a divindade de Cristo e pela fé damos este testemunho, que deve calar os falsos profetas do cristianismo, que professam Jesus, de uma forma diferente da que recebemos dos apóstolos; pois a nossa certeza é que deles recebemos a sabedoria de Deus e não do mundo e o escutamos e professamos a mesma fé. Temos então a certeza do “apostolado” de fé e o conhecimento de Deus, pois de suas testemunhas o recebemos. “Nisto se reconhece o Espírito de Deus: todo espírito que proclama que Jesus Cristo se encarnou é de Deus; todo espírito que não proclama Jesus esse não é de Deus, mas é o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido, e já está agora no mundo. Vós, filhinhos, sois de Deus, e os vencestes, porque o que está em vós é maior do que aquele que está no mundo. Eles são do mundo. É por isto que falam segundo o mundo, e o mundo os ouve. Nós, porém, somos de Deus. Quem conhece a Deus, ouve-nos; quem não é de Deus, não nos ouve. É nisto que conhecemos o Espírito da Verdade e o espírito do erro.” (1Jo 4, 2-6)

 

O ato profundo desta fé recebida dos apóstolos, nos inseri no amor de Deus, pois O conhecer, leva nos ao amor e sem o amor, não o conhecemos. Por isso a fé é enraizada na verdade, não pode nos fechar ao próximo; é o toque do “humano” de Deus (próximo) e a sua “divindade” (Deus), como se as duas naturezas da pessoa de Cristo, nos catequizassem: Amar o próximo e amar á Deus, a verdadeira fé. “Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Mas amamos, porque Deus nos amou primeiro. Se alguém disser: Amo a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê. Temos de Deus este mandamento: o que amar a Deus, ame também a seu irmão.” (1Jo  4, 9-8; 19-21)

 

Nascer de Deus remete nos à união do crer/acreditar com testemunhar/viver. A profissão que Jesus é o Filho de Deus é o testemunho do sangue e da água. Nós nascemos em Deus pela fé e somos com Ele convidados ao testemunho deste nascer pelo Espirito, Agua e Sangue com nosso Espirito, Alma e Corpo, vivendo esta dimensão de vida em Cristo, com todas as dimensões do nosso ser. “Todo o que crê que Jesus é o Cristo, nasceu de Deus; e todo o que ama aquele que o gerou, ama também aquele que dele foi gerado. Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: se amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Eis o amor de Deus: que guardemos seus mandamentos. E seus mandamentos não são penosos, porque todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o vencedor do mundo senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?  Ei-lo, Jesus Cristo, aquele que veio pela água e pelo sangue; não só pela água, mas pela água e pelo sangue. E o Espírito é quem dá testemunho dele, porque o Espírito é a verdade. São, assim, três os que dão testemunho: o Espírito, a água e o sangue; estes três dão o mesmo testemunho.” (1Jo 5, 1-8)

 

Este testemunho, chamado de Deus, a nós para se viver em Cristo Jesus, nos dá a vida eterna, pela vida terrena. O nosso cristianismo testemunhado afasta da apostasia (pecado de morte) e Deus ouve nosso pedido de constância na fé. Somos assim pela ação de Deus, gerados “diariamente” para viver este testemunho do Filho, como filhos de Deus e Ele é quem nos dará a força neste caminho de dia a dia, ser gerado, contra os poderes do mal que tendem em nós para desviar nossa vida do crer e testemunhar. “Aquele que crê no Filho de Deus tem em si o testemunho de Deus. Aquele que não crê em Deus, o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho. E o testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. Quem possui o Filho possui a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. A confiança que depositamos nele é esta: em tudo quanto lhe pedirmos, se for conforme à sua vontade, ele nos atenderá. E se sabemos que ele nos atende em tudo quanto lhe pedirmos, sabemos daí que já recebemos o que pedimos. Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não o conduza à morte, reze, e Deus lhe dará a vida; isto para aqueles que não pecam para a morte. Há pecado que é para morte; não digo que se reze por este. Toda iniquidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte. Sabemos que aquele que nasceu de Deus não peca; mas o que é gerado de Deus se acautela, e o Maligno não o toca. Sabemos que somos de Deus, e que o mundo todo jaz sob o Maligno.” (1Jo 5, 10-12; 14-19)

 

Por Junior Mathias

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