Mais Ambrósios para termos mais Agostinhos

28/08/2013 18:54

No dia 28 de Agosto comemoramos Santo Agostinho, que dispensa comentários e elogios.

Agostinho antes de tudo é aquele que busca a verdade, sabendo que a razão e fé andam lado a lado, mesmo quando ele era da seita dos maniqueus, que acreditavam que existiam dois “deuses”, o Bem (Deus Bom) e o Mal (Deus Mal) sempre buscava a verdade.

A busca do homem pela verdade é muitas vezes ofuscada pela vontade de fazer suas vontades. Vontades muitas vezes inclinadas mais para o pecado que para a santidade.

Mas não quero me atentar aqui em Santo Agostinho, que o seu vasto repertório nos daria várias e várias folhas escritas. Quero me falar daquele que elevou o coração de Agostinho: Ambrósio!

Agostinho no vai e vem da vida se depara com Cristo apresentado por um livro de “Antônio do Deserto” de Santo Atanásio de Alexandria e ai começa a crise particular.

Ele mesmo narra em seu livro autobiográfico “Confissões” que ele ia até a catedral de Milão somente para escutar os sermões de Santo Ambrósio.

Muitas vezes, Agostinho com aquela vontade de conversar com o santo bispo ia até sua casa para “trocar algumas ideias” e o que Ambrósio falava? NADA! Simplesmente explicava que não poderia dar atenção por que tinha muito que escrever, e Agostinho se contentava, extasiado, em ficar ali, vendo-o escrever seus sermões.

Ambrósio, sábio que era, sabia que o exemplo era mais que doces palavras para deleite dos ouvidos. Sabia que sua presença e testemunho falariam muito mais que palavras de conforto e palavras boazinhas que acalentam nosso coração curioso.

Em nossos dias, quanto nos faz falta “Ambrósios” que nos guiam e nem falo nem de bispos, mesmo sacerdotes, leigos, catequistas, agentes de pastorais (não gosto muito deste termo que parece coisa de comunista rsrs.) de pessoas que pelo exemplo seguido de palavras nos eleva a Deus, nos faz ver a Cidade de Deus aqui na terra.

Quanto nos falta em nosso meio católico alguém que se distingue pelo zelo pastoral, de um verdadeiro pastor que defendo o rebanho dos lobos, que muitas vezes veem em pele de cordeiro, com palavras fáceis e um caminho sem pedras, um vida totalmente despregada da Cruz e da entrega a Cristo Jesus.

Quantos Agostinhos teríamos se tivéssemos mais Ambrósios?

Quantos mais santos teríamos se mais sábios pastores tivéssemos?

Neste dia  o clamor para que a sabedoria de Deus possa pairar sobre nossos líderes, nossos bispos, sacerdotes e todos aqueles a quem foram confiados a missão de guias possa estar mais latente e como o próprio Agostinho rezava: “ Fizeste-nos para ti e inquieto está nosso coração, enquanto não repousa em ti.”

 

Pax vobiscum

Por Leonardo de Souza

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