Igreja Una Santa Católica e Apostólica


É amigo… A ditadura é logo ali…

05/06/2014 16:23
Enquanto o país entra no clima do “bem amigos da rede globo” a autoridade máxima do poder executivo a nossa presidente Kin-Jong-Rousseff externou via decreto a caridosa vontade ouvir a sociedade.
 
Isso seria lindo, se não fosse um engodo.
 
O Decreto 8.243/14 na verdade guarda muita semelhanças com o AI1, (inclusive já estou chamando ele de "Novo AI1"). Vejamos o motivo:
 
A ideia central do AI1 era fixar o conceito de revolução civil e revolução militar para dar rumo ao Brasil. Segue um trecho:
 
"É indispensável fixar o conceito do movimento civil e militar que acaba de abrir ao Brasil uma nova perspectiva sobre o seu futuro. O que houve e continuará a haver neste momento, não só no espírito e no comportamento das classes armadas, como na opinião pública nacional, é uma autêntica revolução.
A revolução se distingue de outros movimentos armados pelo fato de que nela se traduz, não o interesse e a vontade de um grupo, mas o interesse e a vontade da Nação"
 
Sabemos (ou deveríamos saber) que o AI1 foi o "embrião legal" da lei de segurança nacional de 67, que caçou direitos e jogou a última pá de terra na democracia. 
 
E que faz o decreto da presidente??? Exatamente a mesma coisa.
 
"Art. 2º Para os fins deste Decreto, considera-se:
I - sociedade civil - o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações;”
No AI1 original se separavam os conceitos civil e militar e no final quem não concordava era caçado politicamente.
 
Nesse decreto acontece a mesma coisa! Se define quem é a sociedade civil que vai "dialogar com o Governo", contemplam "movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações", daqui a pouquíssimo tempo haverá conselho fixo dos “movimentos”.
 
Ou seja, terei que ser de um "movimento social institucionalizados ou não institucionalizados" para ser ouvido. Desrespitando a regra democrática do "uma pessoa, um voto".
 

Será que o simples fato de não seguir uma "linha política" nem de governo, nem de oposição, fará de mim (no futuro ou no presente, quem sabe)  um cidadão de 2ª classe que deve ser tutelado politicamente?

Mas, agora você deve estar se perguntando: Mas não haverá manifestação dos grupos sociais, logo há democracia.... É importante frisar que o "cidadão" não será ouvido, sim uma coletividade. Já andamos presenciando essa "coletividade não institucionalizada" fazendo besteira e sendo recebida pela Presidente no dia seguinte.

Em breve, haverá uma coletividade "mais coletividade" que outra….
 
É amigos(as), dias piores virão.
 
Marco Antonio Alencar de Mesquita

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