Igreja Una Santa Católica e Apostólica


Domingo da Solenidade de São Pedro e São Paulo

30/06/2013 08:48

“Se estivermos unidos à vontade divina em todas as tribulações, é certo, vamos nos tornar santos e seremos os mais felizes do mundo”. S. Afondo de Ligório

No início desta lectio, colocamo-nos na presença de Deus, e suplicamos a Ele a graça da fidelidade como a de São Pedro e São Paulo, que inspire nosso itinerário de discípulos muito conscientes da apostolicidade de nossa fé, firmados no Cristo Jesus e na Santa Igreja Católica, fazendo o que Ele quer e querendo o que Ele faz. Assim Seja.

Ao meditar a Palavra deste domingo, recordamos de tanto temas que tão bem ilustrariam nossa lectio divina, como por exemplo, o martírio, perder a vida pelo Senhor; a fidelidade à vontade divina; a celebração do Dia do Papa; a fé humilde por onde foi construída a Santa Igreja; e tantos quem vem ao coração neste dia...!

Mas gostaria de em poucas palavras, e numa feliz oportunidade que nos é dada hoje, de nos achegarmos à fonte da vida cristã, isto é, a Sua Palavra e a Eucaristia que estes tão queridos apóstolos viveram e celebraram como Amigos do Senhor. E este é o ponto de meditação para a lectio de hoje, nosso relacionamento de amizade com o Senhor.

Sem dúvida alguma nos aproximamos do Senhor, queremos estar com Ele, temos tamanha sede de Sua presença, ter forças em nossa luta apostólica, mas em que estamos baseando nossa amizade, nosso relacionamento com Ele? A Sagrada Liturgia da Palavra nos apresenta Pedro e Paulo como homens de uma profunda experiência com o Senhor, uma vida de união que penetra na esfera do invisível, e dessa união extrai coisas desta esfera e as traz para a nossa, em que a podemos ver, e para o mundo que nos cerca, exatamente onde vivemos, traz a graça que é derramada sobre circunstâncias terrenas que nos envolvem. Foi assim com Pedro e seus intercessores no capítulo 12 do livro dos Atos dos Apóstolos, versículo 5: “Pedro, então, ficou detido na prisão, mas a igreja orava intensamente a Deus por ele”. E vemos todo esse processo acontecer de forma admirável com Pedro, seu livramento antes do dia do julgamento que Herodes iria submetê-lo. A oração abre a porta para Deus trabalhar, visto que ela é parte de um estilo de vida de obediência, e um estilo tão diferente na vida de Pedro e de Paulo. Quando somos amigos de Deus, essa amizade não apenas nos beneficia, mas também beneficia aqueles que nos cercam, vemos isso na igreja que ora por Pedro! E um princípio eterno para nós: a profundidade e a força da nossa vida de oração estão diretamente relacionadas com a profundidade e a força do nosso relacionamento pessoal com Deus. Na verdade, ser amigo de Deus a exemplo dos apóstolos, é a chave mais importante para uma vida de oração e de intimidade com o Senhor. Ele quer que nos aproximemos Dele, confiemos Nele e o amemos, abramos o nosso coração para Ele e ouçamos a Sua voz enquanto Ele abre o Seu Coração Sagrado para nós. Enquanto tivermos uma amizade com Deus, baseada na simplicidade, cultivada no abandono e na renúncia, seremos especiais amigos do Senhor, testemunhas cheias de alegria, e cantaremos com o Salmista, no Salmo 33: “Bendirei o Senhor Deus em todo tempo, seu louvor estará sempre em minha boca”.

Celebremos o mistério da Igreja que, feito Corpo de Cristo, é uma Igreja que procura por todos os meios viver esta intimidade com o Senhor, celebremos hoje aos Amigos do Senhor.

Que a Virgem Maria guarde nosso coração numa profunda e rica experiência de amizade com seu Filho, Verbo Encarnado.

Santo Domingo a todos.

Por Carlos Guilherme

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