Divina Festa da Sagrada Família

29/12/2013 17:14

- Doçura na Família -

A sagrada liturgia deste domingo nos direciona através de atitudes fundamentais, a partir das quais se deve construir a legítima família cristã: o amor a Deus e o amor aos outros. E tudo o que experimentamos intensamente nesta oitava do Natal, o que ouvimos do Senhor pelos lábios da Mãe Igreja, aplica-se generosamente a todos os atos da nossa vida e mais particular aos atos da vida de família.

Ao iniciar esta lectio, peçamos ao Senhor: “Sim, Senhor, sois verdadeiramente meu Salvador, Deus escondido! Certamente cresceis, ó Jesus, em idade, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens; desde o primeiro instante de vossa entrada no mundo, possui vossa alma a plenitude da graça, todos os tesouros da sabedoria e ciência. Mas esta sabedoria e esta graça, só pouco a pouco se manifestam e continuais aos olhos dos homens um Deus escondido: vossa divindade se oculta sob a aparência do operário. Ó eterna sabedoria! Para tirar-nos do abismo onde a rebelião orgulhosa de Adão nos havia lançado, quisestes viver naquela humilde oficina e obedecer a criaturas! Eu vos adoro e vos bendigo” (Columba Marmion).

Tomando a Palavra da Sagrada Liturgia, reservada para nós hoje, com atenção amorosa e escuta humilde, diante desse mistério do Filho de Deus que se fez carne e habita entre nós, do pequeno Menino deitado no presépio, leia: Eclo 3,3-7.14-17; Sl 127; Cl 3,12-21; Mt 2,13-15.19-23.

A primeira leitura nos apresenta, de forma muito prática, algumas atitudes que os filhos devem ter para com os pais. É uma forma de concretizar esse amor de que fala a segunda leitura. A segunda leitura sublinha a dimensão do amor que deve brotar dos gestos de todos os que vivem “em Cristo” e aceitaram ser Homem Novo. Esse amor deve atingir, de forma mais especial, todos os que conosco partilham o espaço familiar e deve

meu Salvador, Deus escondido! Certamente cresceis, ó Jesus, em idade, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens; desde o primeiro instante de vossa entrada no mundo, possui vossa alma a plenitude da graça, todos os tesouros da sabedoria e ciência. Mas esta sabedoria e esta graça, só pouco a pouco se manifestam e continuais aos olhos dos homens um Deus escondido: vossa divindade se oculta sob a aparência do operário. Ó eterna sabedoria! Para tirar-nos do abismo onde a rebelião orgulhosa de Adão nos havia lançado, quisestes viver naquela humilde oficina e obedecer a criaturas! Eu vos adoro e vos bendigo” (Columba Marmion).

Tomando a Palavra da Sagrada Liturgia, reservada para nós hoje, com atenção amorosa e escuta humilde, diante desse mistério do Filho de Deus que se fez carne e habita entre nós, do pequeno Menino deitado no presépio, leia: Eclo 3,3-7.14-17; Sl 127; Cl 3,12-21; Mt 2,13-15.19-23.

A primeira leitura nos apresenta, de forma muito prática, algumas atitudes que os filhos devem ter para com os pais. É uma forma de concretizar esse amor de que fala a segunda leitura. A segunda leitura sublinha a dimensão do amor que deve brotar dos gestos de todos os que vivem “em Cristo” e aceitaram ser Homem Novo. Esse amor deve atingir, de forma mais especial, todos os que conosco partilham o espaço familiar e deve traduzir-se em determinadas atitudes de compreensão, de bondade, de respeito, de partilha, de serviço, de doçura uns com os outros. O Evangelho sublinha, sobretudo, a dimensão do amor a Deus, como prioridade de qualquer cristão, a exigência fundamental, a que todas as outras se devem submeter.

Estas leituras se entrelaçam numa trama Divina, fazendo luz sobre algumas questões importantes para nossa lectio: o lar que devia ser a sede do amor e da doçura é muitas vezes a sede da aspereza e do aborrecimento que originam rixas e dissenções, tomento e cruz dos seus moradores.

Um santo dizia assim, que há muitos que na rua parecem anjos mas que em sua casa são demônios... E isto pode dizer-se também da vida de amizade... e até da vida comum religiosa... Não é uma verdade muito triste que não falta quem com o seu “gênio” mal contido... com seu caráter pouco mortificado... se expressa às vezes com palavras, com gestos, com movimentos ou atos pouco edificantes e que servem para fazer sofrer os irmãos? Como é bom e belo ver os irmãos unidos como se fossem uma só coisa... Assim dizia o Salmista... Mas isto se verifica se neles não reina a caridade e a doçura, que quando é verdadeira virtude procede da própria caridade.

Aqui, podemos iluminados pelo exemplo da Sagrada Família, ver o exemplo dessa doçura familiar, verdadeiramente incomparável... olhemos para a Santíssima Virgem Maria... Que longe estava ela de amargurar a vida de São José e ao Menino Jesus... A pobreza em que viviam... a falta de muitas coisas necessárias e convenientes podiam ter descarregado as impaciências, os desgostos, o mau humor e com tudo isso haver-se saído em queixas, murmurações, divisões... em advertências duras uns contra os outros, exatamente como acontece “quotidianamente” na maior parte das famílias.

Imaginemos cada um de nós em casos semelhantes... Que teríamos feito? Mas em tudo isso ainda há tempo! Podemos permitir que a Sagrada Família nos dê um pouco de Sua Graça, de Suas virtudes, e daquela que tanto imperou... a doçura. Fixa-te bem nisto... Pode dizer-se sem exagero que a virtude da doçura familiar é uma virtude obrigatória... que temos que trabalhar por adquiri-la e fazer aumentar... porque essa doçura é o exercício da caridade, caridade que devemos ter para com todos mas principalmente com aqueles que estão mais próximos... são os membros da família... as amizades... ou os membros da comunidade em que se vive... Que responsabilidade, portanto, para nós todos, se por nossa culpa, se pelos nossos desconhecimentos e saídas desentoadas, fizéssemos impossível e difícil a vida dos que te rodeiam... se por nossa causa se desfizesse o equilíbrio e a paz que produz a caridade. A doçura familiar é ainda obrigatória porque sem ela é impossível cumprir bem a vontade de Deus.

No silêncio do coração, peçamos a doçura do Senhor e de Sua Sagrada Família, que venha o Paráclito em nosso socorro... para que não mais aconteça em nossa casa, na família, na comunidade, a falta da paz... que não falte a felicidade dulcíssima que se respirava na pequenina casa de Nazaré. Amém.

Santa semana, que Jesus, Maria e José nos guarde sempre.

Por Carlos Guilherme

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