“Baby, Baby, Baby ou Santo, Santo, Santo?”

16/11/2013 00:35

 

Durante a conturbada passagem de Justin Bieber pelo Brasil na semana que passou vimos um retrato fiel da identidade juvenil mundial.

Bem, não quero entrar no mérito da música, pois, se as pessoas querem ligar o “liquidificador” em casa e colar o ouvido é do gosto de cada um, não se trada de uma divergência de gosto, se eu escuto música e outro prefere um liquidificador, bem, fazer o que....

Gostaria de refletir sobre a construção de um “astro” e a destruição de um “homem”.

Justin Bieber cresceu aos olhos do mundo, observado de perto por muitos. Mas quando começou a deformação do “homem” e a formação do “astro”? O que devo fazer com meus filhos? Qual a influência das atitudes de um “ídolo teen” para a juventude que vive cada dia mais influenciada por maus exemplos, sem perspectiva, sem esperança? Só Justin Bieber é o problema?

A deformação do “homem” e a formação do “astro” começa no desprezo ao outro que leva de forma irreversível a um antropocentrismo (que em certos aspectos parece doentio). Essa distorção no olhar se percebe bem no trato das pessoas com o “astro” em questão e a forma que o mesmo trata os seus súditos, opá, desculpe, seus fãs.

Vivemos sem valores e a juventude - que já tem uma tendência ao “inovador” - tomado pela falsa sensação de liberdade é alvo dessa imagem livre, de bem sucedido, de adorado, de não questionado. A mentalidade revolucionária encontra na mente juvenil um terreno fértil para a “revolução”. Vivemos um tempo onde o Homem quer ser o centro a todo o custo, de todas as formas ao ponto de pensar “se existe um Deus ele deve me servir”.

Quando não somos podados não podemos produzir frutos (Cf. Jo, 2. 1-2). Queremos deixar de ser ramos que frutos e passar a ser a árvore!

Deixamos de apresentar aos jovens os Santos que jovens como eles viveram a sua juventude e a santidade.

Deixamos Justin Bieber apresentar uma vida desregrada e na sexualidade desenfreada e não apresentamos a Beata Laura Vicuña que consagrou-se em sacrifício a Deus pelo sofrimento de sua mãe.

Não apresentamos São Domingo Sávio com o seu “antes morrer que de pecar”.

Não apresentamos São João Bosco aclamado pelo querido bem-aventurado Papa João Paulo II de “Pai e Mestre da Juventude”.

Qual o motivo que não apresentamos Santa Maria Goretti as meninas e São Tarcísio aos meninos?

A centralidade do Homem está tão forte em nossa cultura e em nossas mentes que parece absurdo falar às crianças e jovem esses exemplos de Santidade.

Vivemos em uma cultura que nos retira a possibilidade de ensinar, mostrar, acender a chama da fé. Porém, o culto ao ídolo é amplo e vai muito bem obrigado.

Parece agressivo mostrar a uma criança que como “o papai e a mamãe” temos que rezar antes das refeições e ao dormir para agradecer a Deus o dia que tivemos, mas parece salvador dar o brinquedo que é fascínio da criança na TV.

Parece agressivo mostrar a um jovem que devemos saber o que acontece na missa, como se confessar, como viver melhor, como planejar seu futuro e pensar na vida após a morte, mas parece salvador dar uma camisinha na mão do mesmo jovem...

Jovens passam semanas na fila de um show, mas ao conduzirmos para grupo pastorais ou a Santa Missa corremos um sério risco de sermos taxados de “autoritários”! Cuidado!

Justin e outros são reflexos de uma mentalidade que já dominou o mundo e encontrou na juventude e na covardia que tomou conta do povo Católico em todo o mundo a força necessária para crescer e se desenvolver.

Destruindo a família, fica fácil destruir a infância, a juventude, a moral, a sexualidade, a sociedade….

Oremos e vamos trabalhar para que a cultura de idolatria ao Homem possa ser derrotada!


Pax

Por Marco Antonio

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