2º Domingo do Tempo Pascal - Festa da Misericórdia

07/04/2013 14:43

Primeira Leitura: (At 5, 12-16) Segunda Leitura: (Ap 1,9-11a.12-13.17-19) Evangelho: (Jo 20, 19-31)

Lectio Divina

“O Meu Coração sofre – disse Jesus – porque até as almas eleitas não compreendem como é grande a Minha misericórdia... Lembrai-vos da Minha Paixão e, se não credes nas minhas palavras, crede ao menos nas Minhas Chagas”. Santa Faustina

Neste Domingo da Misericórdia, encontramos uma cena que sucede hoje e com tamanha freqüência a qualquer um de nós. Ao nos colocar como um destes apóstolos, ali, naquele lugar onde estavam, e ouvir a advertência feita a Tomé pode e deve ser dirigida a nós. A incredulidade gela seus corações e campeia entre eles. Não uma incredulidade teórica e, sim, aquela prática, que nega com os atos o que a boca confessa. Ensina uma coisa e vive outra. Afirma acreditar em Jesus, porém se comporta como se Jesus estivesse descartado de nossa vida.

Tomé é exortado a crer. Da mesma forma, nós incrédulos somos admoestados a viver de acordo com os ensinamentos do Mestre Jesus, a experimentar o Deus revelado por Jesus, desafiados a crer com a nossa vida, com nosso modo de proceder. Tomé precisa assim como nós, de elementos materiais, porque somos humanos, e não espíritos puros como os anjos. Ele precisa de algo visível, de sinais sensíveis que comuniquem aquele maravilhoso Evento chamado Jesus, passado a tão pouco na sua vida. E quando o Senhor Jesus deixa-o tocar as chagas é porque deve os apóstolos ser testemunhas oculares da ressurreição. E quanto a nós?

Hoje somos chamados a tocar o “eikon”, a imagem de Deus, do Senhor Jesus, na Sua Igreja, Sacramento do próprio Cristo. E temos a graça de tocar com a fé naquilo que Ele nos deixou no testemunho da Igreja apostólica, sendo esta fé o único modo de entrar em contato com este Deus e Senhor Jesus Cristo.

Esta é nossa oração hoje, pedimos que pela grande Misericórdia do Senhor, nos reforce a fé, dando-nos disposição para praticá-la com atos que revelem nosso compromisso com Jesus Misericordioso e com o seu reinado de amor nesta terra. A todos os fiéis incumbe, portanto, o glorioso encargo de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens em toda a terra, e que a levemos como um tesouro com nossa própria vida. Amém.

 

Por Carlos Guilherme Pereira Junior

 

 

 

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