Igreja Una Santa Católica e Apostólica


18º Domingo do Tempo Comum

04/08/2013 19:52

EVANGELHO DE NOSSO SENHOR SEGUNDO S. LUCAS (Lc 12,13-23)

13 Disse-lhe então alguém do meio do povo: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança.14 Jesus respondeu-lhe: Meu amigo, quem me constituiu juiz ou árbitro entre vós? 15 E disse então ao povo: Guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas. 16 E propôs-lhe esta parábola: Havia um homem rico cujos campos produziam muito. 17 E ele refletia consigo: Que farei? Porque não tenho onde recolher a minha colheita. 18 Disse então ele: Farei o seguinte: derrubarei os meus celeiros e construirei maiores; neles recolherei toda a minha colheita e os meus bens. 19 E direi à minha alma: ó minha alma, tens muitos bens em depósito para muitíssimos anos; descansa, come, bebe e regala-te. 20 Deus, porém, lhe disse: Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma. E as coisas, que ajuntaste, de quem serão? 21 Assim acontece ao homem que entesoura para si mesmo e não é rico para Deus. 22Jesus voltou-se então para seus discípulos: Portanto vos digo: não andeis preocupados com a vossa vida, pelo que haveis de comer; nem com o vosso corpo, pelo que haveis de vestir. 23 A vida vale mais do que o sustento e o corpo mais do que as vestes.

 

LECTIO DIVINA

 

Vaidade das vaidades, tudo é vaidade! Exclama a primeira leitura da liturgia de hoje.

 

Como somos vaidosos e apegados á nós mesmos, sim, o somos! Cada qual a sua medida e maneira.

Meditar estas leituras da liturgia e falar do desapego ao mundo e ao dinheiro, muitas vezes soa como um anúncio kerigmático, pois já esta mais do que claro, que é impossível servir a Deus e ao dinheiro, quem ainda numa espécie de teimosia (canalhice) com o Evangelho, vive desta forma, já esta condenado por seus atos pelas palavras da boca de Nosso Senhor e não tem contra argumentação.

 

Mas, oque nos chama a atenção na vaidade é aquela vaidade sutíl, a vaidade “do evangelho”, “do evangelizador”, “do convertido”, “do operário da primeira hora”... Sim, esta vaidade nos pega no contra pé á todo momento e é terrível. Agimos como se já tivéssemos acumulado todos os frutos da graça em celeiros enormes e de tão cheios não precisam de mais nada, pois já temos tudo. Ó pobres e infelizes que somos, quando pensamos assim, hoje mesmo nossas “obras” podem ser pedidas diante do justo juiz e quando abrirmos o celeiro para apresentarmos ao Mestre; o que teremos juntado? Vaidades e mais vaidades! Muitas delas com boas intenções, mas sem um influxo total da graça, mas somente uma ação permeada de um orgulho da sabedoria... Não é de espantar que digam que Santo Tomás de Aquino, doutor da Igreja, após ter tido a graça de contemplar o que realmente é o céu, exclamou:

 - Comparado com o Paraíso, tudo o que escrevi e ensinei é palha!

 

Quanto a nós servos inúteis, desta vinha, que comparados com aquilo que Tomás de Aquino fez pela Igreja, em seus ensinamentos, os nossos nem à dignidade de palha servem, devemos implorar ao Senhor, que Ele mesmo encha nossos celeiros, com as obras, as ações, as graças que assim Ele e somente Ele desejar que acumulemos como Frutos para o Reino, pois nós vaidosos como somos, quantas vezes atribuímos os feitos do Senhor, como nossos.

 

Vaidade das vaidades, tudo é vaidade! Ajudai nos Senhor!

 

Por Junior Mathias

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