Igreja Una Santa Católica e Apostólica


14º Domingo do Tempo Comum

08/07/2013 21:00

Primeira Leitura – Is 66,10-14c

Segunda Leitura – Gl 6,14-18

Evangelho – Lc 10,1-12.17-20

No evangelho de hoje o Senhor envia os discípulos, envia-os aos lugares onde Ele mesmo devia ir. Este envio perpetua-se na Igreja até nossos dias nos quais somos chamados a ir à frente de Nosso Senhor preparar o caminho e os corações para os lugares onde Ele mesmo irá passar, somos mensageiros da Boa Nova.

 Mais que uma obrigação este envio do Senhor deve soar para nós como uma grande honra e responsabilidade: de termos sido escolhidos para anunciá-Lo. Entretanto o Senhor, como em todo Evangelho, é franco e honesto, avisando que este serviço não será fácil, pois estamos como cordeiro no meio de lobos, indo para uma messe onde o trabalho será árduo visto que são poucos os operários.

Ao mesmo tempo as ordens de não carregar nada que não seja o essencial e indispensável leva-nos a certeza que o abandono em Deus deve ser nossa principal ação nesta missão, nada nem ninguém deve nos tirar a atenção da nossa empreitada missionária. Abandonar-se nas mãos de Deus é a atitude daquele que reconhece que Deus é o autor e consumador de tudo em nossas vidas. É Ele quem chama, Ele quem envia, Ele quem fortalece, Ele quem realiza; enquanto nós, com nosso sim a este honroso chamado, somos apenas o canal do qual Deus se faz precisar para que Sua graça alcance a todos.

E na medida da nossa entrega esta graça de Deus na vida das pessoas poderá se traduzir através de acontecimentos extraordinários, entretanto nossa alegria não deve ser depositada nisso e sim nos frutos de salvação em nossas vidas e na do próximo, frutos conhecidos só por Deus. A transformação do coração e da mente a partir do conhecimento de Nosso Senhor, a renuncia íntima e interior ao pecado e ao demônio a partir do conhecimento da Verdade e dos erros (afinal anunciar o Evangelho também é denunciar os erros deste tempo), a decisão verdadeira e diária de seguira a Cristo e sua Igreja... são frutos que somente o próprio Deus conhecerá .

Prender-se ao que é externo e sentimental faz-nos correr o risco de vangloriar-nos de nós mesmos e não mais levar os outros a Cristo Senhor, seus ensinamentos e mandamentos. Corremos o risco de não sermos honestos em anunciarmos à Cristo Crucificado e à franqueza do Seu convite para segui-Lo - que não acontece sem a cruz.

Somente na Cruz do Senhor devemos nos gloriar, em mais nada, nem em nós mesmos. Nela encontraremos a verdadeira glória e o sentido de nossas vidas. A Igreja, a nova Jerusalém, nos consolará como nos diz Isaías, e esse consolo da Santa Mãe Igreja acontecerá pela  Bendita Árvore da Cruz pois nela está nosso conforto, nossa alegria nosso Alimento que é o próprio Cristo. Nossa conduta na missão a que somos enviados seja essa: gloriarmo-nos somente na Cruz de Nosso Senhor a ponto de cada vez mais trazermos as marcas de Sua Paixão em nossas vidas.

Por Wellington Vieira

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