Igreja Una Santa Católica e Apostólica


11º Domingo do Tempo Comum

16/06/2013 21:10

Primeira Leitura (2Sm 12,7-10.13)
Responsório (Sl 31)
Segunda Leitura (Gl 2,16.19-21)
Evangelho (Lc 7,36-8,3)

Lectio Divina

A liturgia de hoje nos leva a meditar sobre o verdadeiro amor, especialmente diante da sociedade atual que tenta usar deste sentimento como fundamente e justificativa para tudo, inclusive do pecado. O verdadeiro amor, aquele que realmente nasce de Deus, tem como objetivo levar o outro ao encontro com Aquele que é fonte e origem da verdadeira felicidade, o próprio Senhor.

Quem ama em Deus, por Deus e com Deus age como o profeta Natã que mostra a Davi a gravidade de seu ato, a sua ofensa ao Senhor que lhe dera tudo. Sim, Natã amava a Davi e por isso repreende-lhe, acusa o seu erro, julga-lhe pecador. Mas não para humilha-lo mas para traze-lo novamente ao caminho reto que leva a salvação. Tal atitude leva Davi ao exame de consciência, ao reconhecimento do pecado, ao arrependimento e contrição, e por fim ao pedido de perdão a Deus.

E isso nos leva ao Evangelho, a pecadora pública entra na casa do fariseu, sem importar-se consigo mesma, e põe-se a lavar com suas lágrimas, ungir com óleo e secar com os cabelos os pés do Senhor Jesus. Este ato que nos guia a acreditar na profunda contrição e arrependimento de seus pecados, e mais ainda a fé de que Àquele a quem lavava os pés poderia dar-lhe uma vida nova.

Sim, Jesus restaura a vida daquela mulher perdoando seus pecados, e certamente, tal como na parábola contada pelo Senhor, a gratidão da pecadora pública – a quem muito foi perdoado –por Cristo Deus moveu sua vida para que lutasse com todas as forças contra aquilo que pudesse ofender a Deus.

Eis um dos grandes frutos do verdadeiro amor, fazer com que cada vez mais seja Cristo a viver no próximo.

Que as leituras deste dia façam-nos sair da zona de conforto, na qual o amor passou de caminho de salvação à arma de perdição. Pois cada vez mais a sociedade tem se apoiado no falso (amor) para permitir, conviver, ser conivente, com os mais terríveis e baixos pecados. Rompamos com este pseudo-amor que mata e escraviza.

Que Deus nos conceda a ousadia e coragem do profeta Natã, de acusar o erro, a ofensa a Deus, conduzindo o errante ao caminho da salvação; gerando assim naquele que amamos o arrependimento sincero que leve-o a buscar o perdão do Senhor no Sacramento da Penitência, e assim cheio de gratidão lute contra tudo que ofenda a Deus.

Por Wellington Vieira

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