10º Domingo do Tempo Comum

08/06/2013 09:14

 Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo + segundo Lucas. (Lc 7,11-17)

“Naquele tempo,  Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão.  Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava.  Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: “Não chores!” Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!”  O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe.  Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”. E a notícia do fato espalhou-se pela Judeia inteira, e por toda a redondeza.”

 

Lectio Divina

Neste Domingo o Senhor Jesus nos vai dar um ensinamento do mistério de sua vinda sobre esta terra: levar ao extremo a plenitude da lei- que é o amor!

Sabemos que no povo de Israel existia lei para tudo, desde o que comer, como comer, o que vestir, e até mesmo o que tocar. Tanto é que se você for a Israel e tocar uma criança judia certamente receberá um monte de insultos e xingamentos por “torna-la” impura.

Pois bem, estava Jesus, seguindo para Naim com seus discípulos viu à porta da cidade uma viúva com seu filho defunto. Ora, em Israel ser viúva já não era fácil e sem filho então era pior ainda. A pessoa era tratada como amaldiçoada, como vimos na primeira leitura onde a mulher se sente penalizada por Deus pelos seus pecados, fazendo assim morrerem seus entes queridos. (1Rs 17,20). Então Jesus realiza aquele grande milagre na frente da multidão sem se importar como que iriam falar, dizer ou ser julgado. Estava fazendo o que era certo. O evangelista deixa bem claro que Ele tocou o caixão, o que logo o tornaria impuro, mas Ele é o Cordeiro Santo e Imaculado, e a impureza não o pode tocar! Onde há luz não existe treva!

E o mais interessante é que Ele realiza o milagre sem a viúva o pedir! Imagina a situação daquela mulher: sem esperança, sem rumo, sem vida... A sua vida acabou ali quando seu filho morreu.

Irmãos sabemos que Deus sabe de tudo em nossas vidas. Ele sabe que nossa fé é vacilante, inconstante e que como “a sua ira dura apenas um momento”, mas livra nossa “alma do abismo e nos salva quando estamos quase morrendo.” (Sl 29).

O que mais impressiona neste Evangelho não é o milagre e sim o sentido deste maravilhoso ato de Nosso Senhor Jesus.

É certo que Nosso Senhor sempre foi muito zeloso em relação à tradição judaica, e que fazia da lei não uma prisão e sim a liberdade para fazer o bem.

Jesus teve compaixão da viúva e disse “Não chores!”, mas porque Ele fez isso? Quantas pessoas talvez não estivessem ali precisando de um milagre? Um cego, um paralítico, um possesso? Mas porque ele teve compaixão da viúva?

Ele teve compaixão da viúva porque ali contemplou a sua própria história! Ali Ele viu na figura da viúva de Naim a Virgem de Nazaré!

Jesus era filho único da Virgem Maria e que por sinal também era viúva!

O que seria de sua Mãe? Como Ela ficaria depois que Ele morresse? Quanto sofrimento Ele sabia que sua Mãe sentiria com a sua morte?

Jesus teve compaixão de sua Mãe atráves da viúva de Naim.

É o mistério do amor do Filho pela Mãe, que é tão bem guardado pela Igreja Católica!

 

Neste 10º Domingo aprendamos com Nosso Senhor Jesus Cristo a viver a plenitude da lei, que é o Amor, para fazer o bem a nós mesmos primeiramente e ao próximo.

 

Por Leonardo de Souza

Pax Vobiscum

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