Igreja Una Santa Católica e Apostólica


A fé Católica entrevista: Marco Rossi

28/05/2015 19:31

Um vídeo que ganhou as redes sociais e algumas mídias católicas no país no final do mês de Abril repercutiu a reação de um jovem católico que ao ver atos contrários a sua fé se manifestou firmemente contra aqueles que se apresentaram como representantes da Igreja.

Peço que veja o vídeo aqui na íntegra.

 

Marco Rossi, goiano, 17 anos, Católico e muito corajoso.

 

Diante de algumas posições que certas lideranças Católicas estão tomando no Brasil ver um jovem que defende a sua Igreja e se opõe ao modelo "comunista-cristão" imposto como normal, natural e o PIOR, inquestionável, nos encoraja a continuar a nossa luta diária pelo retorno a vivência das virtudes pelos jovens e o conhecimento da beleza da Santa Mãe Igreja.

 

Chamado de "moleque vagabundo" e experimentando a máxima de "Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é!" Rossi se colocou em uma posição inesperada pelos organizadores do evento cheio de bandeiras vermelhas dentro da PUC de Goiás: Ele "ousou" expor seu pensamento, nadar contra a corrente da tibieza de fé de muitos que lideram o povo de Deus e lógico, foi c.onvidado a se retirar pelos "comunistas di gezuisi".

Trouxemos uma entrevista com nosso jovem amigo para conhecer e entender melhor sua posição quanto à fé, doutrina e Igreja e saber mais sobre o que aconteceu no auditório da PUC-GO.

 

A Fé Católica - Quem é Marco Rossi?

MARCO ROSSI - “Eu sou apenas um rapaz de 17 anos vindo de uma família de classe mídia, nascido e criado em Goiânia. Estou no meu último ano do ensino médio, costumo frequentar a paróquia universitária da PUC e o Mosteiro de São Bento de Goiânia.

Não tenho nenhum santo de devoção específica, o mais próximo disso seria Santo Tomás de Aquino, mas o problema de Santo Tomás é que todas as biografias dele me parecem ser esquemáticas (com alguma exceção talvez pela escrita por Chesterton). Costumo ler biografias de alguns santos além de Santo Tomás, estou tentando me familiarizar com eles ainda.

 

AFC - Católico desde?

MR - Fui batizado logo depois de nascer, mas por volta dos 5 ou 6 anos de idade minha mãe tratou de destruir a minha fé, me convencendo de que Deus não existia. 

Por volta dos 11 anos comecei a estudar sobre Deus/religião, nessa idade já tinha muita preocupação quanto à inexistência de Deus, já me parecia óbvio que não poderia haver certo e errado nem um sentido da vida sem a existência de um deus, e a ideia da anulação da existência humana no nada nunca deixou de me apavorar.

Aos 13 anos, em 2011, eu descobri um apologeta cristão, que ainda considero o melhor vivo do mundo, pelo menos quando o assunto é discutir com ateus, o Drº William Lane Craig, por meio do qual eu comecei a me abrir para a possibilidade real da existência de Deus e comecei a estudar lógica para melhor compreender os argumentos que tive contato. 

No mesmo ano comecei a ler a bíblia, o Novo Testamento para ser mais exato, aliás, uma experiência fantástica que a maior parte dos "neoateus" mente já ter passado. Fiquei algo como fascinado com a pessoal de Nosso Senhor Jesus Cristo, me pareceu uma figura muito cativante. Também no mesmo ano colegas evangélicos começaram a se aproximar de mim, vendo que eu entrava num caminho de possível conversão, meus colegas trataram de acelerá-la, como é tão típico e, em certa medida, tão louvável em nossos irmãos protestantes. 

Acabei por aceitar Jesus em 25 de setembro de 2011, arrebanhado por uma Igreja neopentecostal local, quando eu já tinha 14 anos completos (nasci em 22 de julho de 1997).

 

AFC - Quando começou a se interessar pela Doutrina Católica?

MC - Eu resolvi terminar de responder a primeira pergunta aqui, pois minha volta à Igreja só se deu por causa do estudo da doutrina.

Não demorou muito para eu ter problemas com a doutrina da minha igreja neopentecostal. De início, o meu primeiro "professor" (coloco entre aspas, pois nunca tive contato pessoal com ele), o Drº Craig, era um protestante mais tradicional, e também um sujeito bastante elegante e erudito. Isto constatava de maneira chocante com a realidade do "falar em línguas" e até mesmo com a ignorância generalizada, à parte das citações bíblicas, que todos sabiam um bocado. 

Porém, no protestantismo, uma doutrina comum a todas as denominações é a de que Nosso Senhor Jesus Cristo não fundou uma igreja visível, uma instituição governada também por homens. Todos creem que a Igreja, no sentido forte da palavra, o Corpo Místico de Cristo, é um corpo invisível que perpassa e absorvem membros das mais diferentes denominações, talvez (do ponto de vista de alguns protestantes) até mesmo alguns católicos. Eu acreditava nisso, por isso mesmo não procurava igrejas mais tradicionais, como a batista ou a presbiteriana, achava que todas eram em certa medida imperfeitas e que eu tinha o dever de tentar ajudar a melhorar a minha própria. 

Quando comecei a estudar um pouco mais de teologia (tudo por conta própria, nunca fiz um curso na minha igreja, pois, achava que todos os que já os tinham feito eram despreparados), descobri um dos dogmas escondidos e implicitamente aceitos por todos os protestantes - implícito para alguns claro, os que acham que não acreditam em dogmas. Era o dogma da "Sola Scriptura", que estabelece que as Sagradas Escrituras é a única fonte, a única base, o único critério de estabelecimento de verdades de fé ou moral. Quando eu contava para alguns colegas meus sobre a Sola Scriptura, da qual a maior parte deles não tinha ouvido falar, todos prontamente afirmavam crer nisso mesmo e se orgulhavam bastante disso. O problema é que a Sola Scriptura é o calcanhar de Aquiles do protestantismo, pois pressupõe que você creia na autoridade que reuniu os diversos livros contidos na bíblia, e se você crê que a bíblia é infalível, você deve crer que a autoridade que a fez também é infalível. E não há discussão sobre quem selecionou a bibliografia bíblica. Quem definiu o cânon bíblico foi a Igreja Católica.

Quando eu percebi tudo isso, e levei um ano para perceber, fiquei desesperado. Pois obviamente, pensava eu, a Igreja Católica NÃO PODIA ser verdadeira, afinal, é a Igreja das cruzadas, da Inquisição, da caça as bruxas, da pedofilia, é a instituição que legitimou a escravidão e auxiliou na perseguição e extermínio dos índios. E, talvez o mais abominável para mim (mais abominável do que exterminar índios, moral típica de um protestante influenciado por valores iluministas), era a instituição que havia combatido as ciências, impedindo que o mundo se libertasse de tantos erros antigos e atrasando o alívio de tantas dores...

Pensei que deveria estudar um pouco de história, pois percebi que mesmo que algum católico respondesse satisfatoriamente todos os problemas teológicos que eu tinha com o catolicismo (a intercessão dos Santos, a devoção mariana e a infalibilidade papal, por exemplo), eu não conseguiria acreditar na Igreja, pois a minha imagem dela estava absolutamente deformada graças ao que eu havia aprendido sobre ela por hollywood, Super Interessante e Discovery Channel...

Um verdadeiro testemunho, descrevendo tudo o que estudei e tudo o que aconteceu comigo para que eu voltasse definitivamente para a Igreja seria muito longo. Neste hora sou obrigado a citar Chesterton: "O maior problema de explicar porque eu sou católico é que há mil razões para isso". Naturalmente eu estudei sobre as farsas históricas que se montaram contra a Igreja, naturalmente o professor Olavo de Carvalho teve algum papel na minha conversão, naturalmente a devoção ao rosário foi muito importante... Mas a primeira parte de mim que voltou para a Igreja foi o meu ouvido e o meu senso estético. Quando eu era protestante, logo nos primeiros meses, antes de se quer passar pela cabeça a ideia de voltar para a Igreja eu já ouvia e tentava rezar ouvindo o canto gregoriano.

 

AFC - Participa de algum grupo pastoral/movimento dentro da Igreja?

MR - Não participo de nenhuma pastoral, mas participo de alguns grupos de estudo, aprofundamento da doutrina e capacitação pedagógico-catequética.

 

AFC - Quando começou a perceber algo de estranho com as posições da CNBB com relação à reforma política?

MR - Sou aluno do professor Olavo de Carvalho e política foi, pelos últimos anos, minha área de estudos favorita depois de religião. Não foi preciso muita reflexão. Eu já havia estudado sobre o marxismo, sobre o marxismo cultural, sobre a Teologia da Libertação e sobre o decreto anterior a reforma, o decreto 8.243 da presidente. Quando li o texto, a proposta revolucionária estava muito clara, qualquer um que tenha estudado essas coisas é capaz de reconhecer na mesma hora. Reconheço, porém, que pessoas que não são acostumadas com a linguagem marxista têm alguma dificuldade em decifrar expressões e acabam sendo hipnotizados com termos como "ampliação da democracia direta".

 

AFC - Conte um pouco sobre esse relativismo e indiferença com a doutrina que temos percebido na Igreja?

MR - Ora, quando comecei a procurar uma paróquia para frequentar, o primeiro padre que conheci disse que não acreditava na bíblia e no cânon definido pela Igreja. Na minha vida inteira nunca tive católicos praticantes por perto, nem sabia ao certo se existiam. Hoje em dia sei que a maior parte dos padres, pelo menos de Goiânia, não rezam nem mesmo a liturgia das horas como eles juraram fazer. 

O processo de destruição da liturgia, de deformação moral e intelectual na formação do clero, de relativização e banalização da doutrina da Igreja foi um processo gradual que começa com figuras como seu Dom Helder Câmara, frei Beto e Leonardo Boff. Estes fizeram de tudo para politizar a Igreja, transformar a Igreja numa ONG, numa organização revolucionária e num palanque político para ideias socialistas. A Ação Popular, primeiro grupo guerrilheiro que lutou contra o Regime Militar, o primeiro também a matar inocentes (no atentado do aeroporto de Guararapes) era um grupo de jovens católicos que veio da também pervertida Ação Católica Brasileira. O Partido dos Trabalhadores veio da Igreja Católica, veio das comunidades eclesiais de base. Mais do que isso, lideranças do PT, do PSB e até do PCdoB vieram de movimentos de jovens da Igreja.

Para vocês terem ideia da extensão da ocupação de espaços dessas pessoas, repito o que já disse em outros locais. O reitor da PUC-GO é filiado ao PT, assim como a vice-reitora. Uma pró-reitora é filiada ao PCdoB e o reitor também veio de um grupo da que tem sua origem na Ação Católica. Mais do que isso, até mesmo o palestrante convidado para falar num evento pró-vida, Dr. Claudio Fonteles, que disse ser favorável ao aborto em certos casos e disse isso NO EVENTO PRÓ-VIDA NA FRENTE do Arcebispo, também foi um membro da Ação Popular e guerrilheiro.

 

AFC - Você acha que o comunismo e o socialismo andam juntos? Existe alguma influência dessas ideologias na Igreja atualmente?

MR - Se você entende comunismo como a socialização completa dos meios de produção (a definição dicionarizada), então nem precisam se preocupar. Economicamente isto é irrealizável e isto já foi demonstrado por Ludwig Von Mises. Só o que existe é socialismo, uma eterna transição que nunca se completa, mas que sempre serve para concentrar o poder no Estado, aumentar a burocracia que pesa sobre a classe-média e fundir as grandes corporações ao governo, de modo que toda livre-concorrência seja impossibilitada. Socialismo é isto. Chesterton já dizia "Big business loves big government", "o grande negócio (ou grandes empresas) amam os grandes governos (ou governos inchados). 

O que há, por um lado, é uma grande confusão na cabeça das pessoas de hoje em dia, juram que socialismo é distribuição de renda e que distribuição de renda é uma modernização da partilha do pão, que é caridade no fim das contas. Juram que porque a Igreja tem sua "doutrina social" isso é uma forma de socialismo. Leão XIII condenava toda forma de socialismo, seja social-democracia ou socialismo cristão. Mas ele mesmo era um Papa que lutava pelo direito dos trabalhadores, apoiava sindicatos e contribuiu para a Doutrina Social da Igreja. Outra confusão é achar que o capitalismo de alguma forma é uma economia que favorece os ricos. O capitalismo é uma economia voltada para as massas, para o consumo das massas, um bom capitalista é aquele que consegue baratear os produtos. O socialismo, este sim, mediante a concentração do poder no Estado cria uma casta de pessoas inatingíveis, os membros do partido, a classe burocrática, pessoas que não estão sujeitas a variações de mercado e não podem falir, pois sempre poderão roubar da população. Daí se explica o porquê de tantas empreiteiras financiarem o PT. Para um empresário que não queira mais ter que enfrentar outras empresas no campo do livre-mercado, em que quem decide é o consumidor, é muito valioso o mecanismo de intervenção na economia. Mas para muitos isso é um paradoxo, tem muitos que usam as fontes de financiamento do PT e o seu patrimonialismo como prova de que não são socialistas. Não, socialismo É isso.

Por outro lado, claro, se existe uma confusão é porque existem pessoas que querem confundir, existem desinformantes, e aqui uso a palavra "desinformante" em sentido técnico, conforme aprendi com o professor Olavo. Um desinformante é um agente de espalhar mentiras, boatos e confusão, que serve justamente na medida em que é considerada uma fonte segura e confiável para o inimigo. É por isso que a CNBB e os bispos e padres que misturam propositadamente a doutrina social da igreja com socialismo, que falam a favor do PT como se falassem com a autoridade de príncipes dos apóstolos (o que é autocontraditório, pois se excomungam automaticamente ao fazerem isso), esses são todos desinformantes a serviço do movimento revolucionário mundial, que na América Latina é conduzido pelo Foro de São Paulo e seu partido fundador, o PT. Abusam do prestígio e da confiança com que os leigos, ingenuamente, despejam por igual em todos os membros do clero. 

A prova da influência disso na Igreja se encontra em qualquer lugar, pesquisem no Youtube, no Facebook, no Google. Qualquer padre que seja adepto ou simpatizante da teologia da libertação, todo grupo da identidade "pejoteira", toda pastoral da terra é, pela própria existência, uma sátira demoníaca dum representante da Doutrina Social da Igreja. Se querem exemplos genuínos do segundo, busquem nos Papas dos últimos 150 anos, busquem em Chesterton, em Belloc e no Gustavo Corção.

 

AFC - O que te impulsionou a ter essa atitude?

MR - Eu estava e estou absolutamente certo de que aquilo que foi feito estava errado. O professor Olavo cobra de seus alunos uma dose de coragem. A covardia, a omissão, a conivência, o "respeito humano" é o maior defeito de todos os conservadores (não só no sentido político, mas todos os católicos que querem preservar o depósito da fé). Bons padres e bons bispos também são vítimas disso, só vão se posicionar quando nós, leigos, criarmos um ambiente favorável para eles. Num nível mais pessoal o heroísmo dos Santos, homens que enfrentavam a fogueira e a decapitação em defesa de sua fé, de sua Igreja, contrasta para mim, de tal modo, com o medo que hoje se tem de "desaprovação social", que me sentia quase como na obrigação de romper a "espiral do silêncio". Se eu não fizesse o que fiz, não me posicionasse, não me levantasse e tentasse humilhar esses sujeitos que transformam a Igreja e suas instituições em paróquias de Satanás eu me sentiria um lixo.

 

AFC - Quem eram seus amigos que estavam com você no ato promovido pela PUC-GO, CNBB e movimentos que são de esquerda?

MR - Haviam dois amigos do meu lado. Um se chama Zé Ricardo e é aluno do professor Olavo. O outro talvez não goste de ser mencionado. Além deles estavam um casal de namorados, sendo ele meu amigo Kleiton, e também estavam lá duas amigas, uma que estava com a filmadora (Gabriela), e outra que estava no fundo (Sarah). As duas são estudantes da PUC.

 

AFC - Você pergunta claramente no vídeo "onde está o reitor da PUC-GO?", era de conhecimento que a palestra de movimento EMINENTEMENTE ANTICRISTÃO aconteceria lá?

MR - Ele era um dos promotores do evento, não aconteceria sem a aquiescência dele e, embora não tenha se manifestado em momento algum sobre o ocorrido (depois da minha intervenção), pelo Código de Direito Canônico o professor Wolmir Therezio Amado já deveria ter sido demitido.

 

AFC - Como você vê as instituições católicas de ensino?

MR - Hoje são os ambientes mais anticatólicos de todos, talvez só sendo superados por alguns seminários que conheci e ouvi falar. Conheço várias pessoas que abandonaram o seminário, não aguentando o que viam e ouviam lá dentro, foram ser católicos do lado de fora. Outros tantos tiveram sua fé destruída pelos superiores. Nas universidades, especialmente as PUCs, qualquer grupo de jovens de igreja pode testemunhar quão "à vontade" se sentem lá. Não é atoa que o professor Olavo escreveu um livro dedicado aos "Filhos da PUC" ainda na década de 90 salvo engano.

O pior, para quem não sabe, é que não foi sempre assim. Antigamente as pessoas entravam nos seminários em busca de estudo, antigamente os apologetas da Igreja eram escritores nacionais respeitados, antigamente toda escola católica tinha dúzias de padres e freiras dando aulas e não eram só aulas de teologia, e as aulas de teologia não eram ministrados por professores ateus, do candomblé e da umbanda. O pior, realmente, é quando você estuda a história e descobre que as coisas não foram sempre assim.

 

AFC - Como se sentiu ao ser expulso e menosprezado em um ato promovido por uma ideologia anticristã dentro de uma universidade Católica?

MR - Expulso eu não fui, os sindicalistas bem que tentaram em um dado momento, mas os seguranças não me arrastaram um dos meus amigos que ficou preocupado (a meu ver exageradamente) e achou que deveríamos nos retirar, por prudência. Não senti raiva nem tristeza na hora. Estava preocupado apenas em agir eficazmente, agora que tínhamos feito o que vínhamos fazer, era hora de cuidar para que o ato não tivesse sido em vão, que conseguíssemos divulgá-lo, com objetivo de fazer com que outros jovens e fiéis da Santa Mãe Igreja seguissem o nosso exemplo. Não fizemos nada heroico, eu afirmo. Qualquer um poderia e pode fazer o que fizemos.

 

AFC - Como tem sido no dia-a-dia depois da manifestação de repúdio a ideologia Marxista travestida de bondade na PUC-GO?

MR - Cansativo. Ainda estou esperando os bons frutos, que além das manifestações públicas de apoio ainda não vieram. Não me acostumo a dar entrevistas ou de realizar falas como convidado preferiria estar só estudando e rezando. Espero ainda que outros tomem atitudes semelhantes.

 

AFC - Sofreu algum tipo de advertência (represália ou perseguição) após o ocorrido?

MR - Nenhuma, mas eu não estudo na PUC. Minhas amigas que estudam também não sofreram, nem ninguém que esteve lá presente. Essas pessoas são covardes, são histéricas, eles nos amedrontam pelo grito, pela posição social deles, se você puxa o tapete eles ficam atônitos.

AFC - Como o clero próximo a você viu sua atitude?

MR - O clero próximo de mim aprovou. Recebi mensagens de padres de outros Estados que também me apoiaram. Mas acho que não falo com erro quando digo que uma boa parcela dos padres e religiosos de Goiânia não deve ter gostado, todos ficaram com medo de ter os tapetes puxados também.

 

AFC - Faria novamente a manifestação para evitar que uma instituição católica passe a fomentar doutrinas anticristãs?

MR - Faria e fiz. Dias depois, num outro evento da PUC, um sujeito disse que era a favor do aborto em casos de estupro, e que o era justamente "por ser católico". Ou seja, na boca dele, nada mais católico do que apoiar o aborto nesses casos. Só que dessa vez não teve gravação, acho que ninguém estava esperando algo desse nível da boca dum palestrante nominalmente "pró-vida".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu sempre lembro que serão os coverdes que entraram primeiro do inferno (Ap. 21, 8), não pode existir problema maior para um cristão que ser tíbio, morno, indeciso, apático. Somos sal e luz! Afinal se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus. Ensinou-nos Nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 5,13b-16)

Equipe A fé Católica

Maria Regina Caeli intercedenti

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